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Estado de Minas

Triumph Tiger 1050 - Tigresa de aço

Completamente refeito, modelo 2007 chega com motor três cilindros em linha mais potente e visual moderno que mescla características esportivas e estradeiras


postado em 22/09/2006 23:03

Visual de formas arredondadas foi substituído por linhas angulosas(foto: Fotos: Triumph/Divulgação)
Visual de formas arredondadas foi substituído por linhas angulosas (foto: Fotos: Triumph/Divulgação)
O modelo Tiger 900 é o carro-chefe da marca inglesa Triumph no Brasil. A motocicleta, de caráter on-off, embora mais estradeira, conquistou o consumidor por sua versatilidade e compatibilidade com nossa realidade, permitindo encarar com velocidade a bombardeada malha rodoviária nacional ou os raros trechos de bom asfalto com a mesma competência. Entretanto, suas linhas já davam sinais de envelhecimento. Para revigorar o modelo, a Triumph radicalizou e desenvolveu uma moto completamente nova.

A nova Tiger será apresentada oficialmente em outubro e, no início de 2007, deverá vir para o Brasil, mas preço ainda não foi definido. Classificada pela montadora como SUB, Sport Utility Bike, ganhou mudanças gerais e irrestritas. O visual de formas arredondadas, com grafismo imitando a pele de um tigre estilizada, foi substituído por uma carroceria com ângulos um pouco mais retos, conforme a tendência atual. Os dois faróis redondos também foram substituídos por um conjunto, com olhos levemente puxados.

O motor continua com a mesma arquitetura de três cilindros em linha, que proporciona desempenho superior ao do tipo V-2, sem ser tão largo como os quatro cilindros em linha, impróprios para uma moto do tipo on-off. Anteriormente com 955cm³ e derivado da superesportiva Daytona, passa para 1.050cm³, herdado da sport touring Sprint ST. Na troca, a potência que era de 104cv a 9.500rpm saltou para 114cv a 9400rpm. O peso, porém, caiu de 215kg para 198kg, melhorando a relação peso/potência.

A alimentação é por injeção eletrônica e o propulsor conta ainda com quatro válvulas por cilindro e refrigeração líquida. A porção estradeira do novo modelo fica mais evidente com a alteração da relação de marchas, com uma sexta mais longa, para maior velocidade com um número menor de giros do motor. Outras evidências estradeiras são a ampla gama de acessórios e equipamentos oferecidos e as novas rodas em liga leve de aro 17 polegadas. Na dianteira, essa medida deixa o modelo mais arisco nas curvas, característica própria das esportivas.

Modernização

O quadro também é completamente novo. Em alumínio, tem dupla trave diagonal e balança traseira com reforços em arco, como nas superesportivas. As suspensões ganharam caráter mais asfáltico. A dianteira, invertida, tem tubos de 43mm de diâmetro e curso de 150mm, contra 170mm da anterior. A suspensão traseira, do tipo mono, também tem curso de 150mm, contra 200mm da Tiger 955i. Ambas são plenamente reguláveis, mas ficaram mais rígidas, para melhor performance nas curvas.

Os freios são mais potentes. Na dianteira, dois discos de 320mm, em vez dos de 310mm. Agora, são quatro pistãos (contra dois) de ataque radial. Na traseira, um disco simples de 255mm de diâmetro. O escape, com saída alta, tem o mesmo visual da Speed Triple 1050 e fica destacado. A ergonomia, contudo, permanece a de uma moto de utilização mista, embora a carenagem ofereça conforto aerodinâmico. O painel, com parte digital retangular e analógico redondo, também foi herdado das primas esportivas.

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