Kawasaki GTR 1400 Concours - Turismo a jato

Com motor superpotente e características de motos turismo, novo modelo chega com a proposta de oferecer conforto, rapidez e esportividade em um belo conjunto

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postado em 08/10/2006 21:00 Téo Mascarenhas /Estado de Minas
O quadro monocasca abraça o motor por cima, dispensando as vigas tradicionais - Fotos: Reprodução/Motoplanete.com - 4/10/06 O quadro monocasca abraça o motor por cima, dispensando as vigas tradicionais
A nova Kawasaki GTR 1400 só será lançada no fim de 2007, mas já está criando um inusitado problema de classificação. Com um supermotor de quatro cilindros em linha, que rende 200cv de potência, mas com características explicitas de uma moto de turismo, inaugura novo padrão para quem gosta de viajar, que poderia ser chamado de megaturismo ou turismo intercontinental. Um modelo que pretende reunir velocidade e esportividade, com conforto e mordomia para uma nova categoria de exigentes pilotos turistas.

O motor é derivado da ZZR 1400, com quatro cilindros em linha, 1.352cm³ de cilindrada, refrigeração líquida e injeção eletrônica, mas tem avanços técnicos. As 16 válvulas têm comando especial, que regula o tempo de abertura conforme a solicitação e oferece melhor desempenho em baixos regimes de giros. Assim, a nova GTR 1400 pode acelerar furiosamente até 300km/h, limitados eletronicamente, ou passear belo bairro, em ritmo domingueiro, sem reclamar ou engasgar.

O motor fornece 190cv a 9.500rpm, indo até os 200cv, quando pressurizado em altas velocidades pelas tomadas de ar frontais. Esses números (exceto as edições especiais e limitadas de algumas marcas esportivas) vão transformar a nova GTR 1400, que em alguns mercados receberá o nome de Concours, na moto de série mais potente do mundo. Outra modificação ocorreu no sistema de transmissão. A GTR 1400 recebeu novo eixo cardã, batizado de Tetra Lever, mais leve e que atua como braço auxiliar da suspensão traseira.

A nova GTR 1400 também herdou da ZZR 1400 o inovador conceito do quadro, inicialmente desenvolvido para a superesportiva Ninja ZX-12R. Na verdade, o quadro é uma espécie de casca ou manta de alumínio que abraça o motor por cima, fazendo a ligação com os demais sistemas da moto, sem as traves ou vigas tradicionais. Uma engenhosa solução de engenharia, que reduz peso, mas suporta as enormes tensões de uma motocicleta tão potente e veloz, além de extensa gama de acessórios disponíveis.

Mordomia

Para viajar, as bolsas laterais pintadas na cor da moto e o pára-brisa regulável eletricamente são de série. No painel, com todos os instrumentos de praxe, também estão o navegador por satélite e o computador de bordo. Para manter a pressão ideal dos pneus, 120/70 na dianteira e 190/50 na traseira, calçados em rodas de liga leve de 17 polegadas, conta com um sistema de enchimento automático. A chave de contato também tem um sistema inteligente (Ki-Pass), que regula a moto e impede roubo com cópias.

O visual do míssil, entretanto, é sóbrio, com carenagem integral. Na dianteira, ganhou um bico mais aerodinâmico e faróis parecidos com os da Ninja ZX-12R, tipo olhos puxados, em vez do colar de faróis da ZZR 1400 e escape único. A posição de pilotagem é mais confortável, prevendo longas distâncias. O freio dianteiro tem dois discos de 310mm, com quatro pistãos de ataque radial e sistema ABS. O traseiro tem 250mm. A suspensão dianteira tem tubos de 43mm, enquanto a traseira é mono, sendo ambas reguláveis. O tanque tem capacidade para 22 litros e o preço estimado será de cerca de 14 mil euros (R$ 38.780).

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