Moto GP 2007 - Começou a peleja

Campeonato mundial mostra a mais alta tecnologia a serviço da velocidade. Descobertas e avanços das pistas são transferidas para as motos de rua

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postado em 17/03/2007 17:25 Téo Mascarenhas /Estado de Minas
Ducati GP7 tem comando de válvulas desmodrômico e venceu a primeira prova - Ducati/Divulgação Ducati GP7 tem comando de válvulas desmodrômico e venceu a primeira prova
Um dos mais eficazes laboratórios de testes das fábricas de motos são as competições. Além do glamour e da vitrine, que expõe a tecnologia e imagem vitoriosa de suas marcas mundialmente, desenvolvem soluções que acabam sendo usadas na produção em série, como embreagem antitravamento, pinças de freio radiais, controle de tração, eletrônica embarcada, comandos de válvulas e escapes esportivos etc. O Mundial de Motovelocidade começou em Losail, no Catar, no dia 17(o GP foi vencido pelo australiano Casey Stoner, com uma Ducati GP7), e vai prosseguir em mais 17 pistas por quatro continentes.

A disputa começou em 1949 e está em sua 58ª edição. Este ano, o regulamento mudou radicalmente, para tentar conter o avanço da velocidade, em nome da segurança e redução de custos. Os motores passaram de 990 cm³ para 800 cm³ e a utilização dos pneus foi limitada a 31 unidades por GP, sendo 14 para a roda dianteira e 17 para a traseira. Porém, a categoria Moto GP continua sendo a rainha da velocidade e conta com o brasileiro Alexandre Barros, pilotando uma Ducati, da equipe não-oficial Pramac Dantin. Suas motos são protótipos, desenvolvidos pela elite da engenharia, com o máximo da tecnologia existente.

Avião
Honda, campeã do ano passado, corre com motor de quatro cilindros em V. Yamaha (azul) usa motor de quatro cilindros em linha e patrocínio da Fiat - Honda/Divulgação - Yamaha/Divulgação Honda, campeã do ano passado, corre com motor de quatro cilindros em V. Yamaha (azul) usa motor de quatro cilindros em linha e patrocínio da Fiat

Apesar das restrições de pneus e motores, o recorde de volta no Catar foi pulverizado. A tecnologia empregada em modelos mais leves e compactas acabou permitindo melhor manejo, com velocidades maiores nas curvas e acelerações mais precoces em relação às motos do ano passado. Mesmo assim, nas retas, a velocidade também foi espantosa. Alexandre Barros, por exemplo, 9º colocado, foi o piloto que alcançou a maior velocidade pura na prova do Catar, com 316,3 km/h. Velocidade quase igual à de um Jumbo 747 no momento da decolagem.

Essa velocidade será superada quando o circo for para autódromos com retas maiores, como na China. As motos desta temporada (inclusive as satélites e independentes) estão divididas em tipos de motorização. As equipes que usam motores das Ducati, Honda, Suzuki e Ilmor adotaram os quatro cilindros em V. A Yamaha e a Kawasaki disputam com motores de quatro cilindros em linha. A potência (não revelada) é de cerca de 220 cv e o peso limitado em 148 kg. O tanque de combustível também foi reduzido de 22 para 21 litros, para forçar maior economia e tentar limitar a potência.

Marketing

Com o sucesso nas pistas, a Ducati vai vender, a partir de julho, o modelo Desmosedici RR, cópia da Moto GP do ano passado, feita para rodar nas ruas. Serão produzidas apenas 400 unidades por ano, vendidas a 55 mil euros cada (cerca de R$ 155 mil). A Honda, campeã do mundial de 2006, adota o mesmo visual em suas superesportivas da linha CBR, que são importadas para o Brasil. A Kawasaki, a Suzuki e Yamaha (agora com surpreendente patrocínio da Fiat) usam o mesmo nome e nomenclatura parecida das motos comerciais nas de competição, batizadas de Ninja ZX-RR e GSV-R e YZR-M1, respectivamente.

As motos GP têm discos de freio exclusivos, em fibra de carbono, rodas de 16,5 polegadas de diâmetro, refrigeração líquida e injeção eletrônica. A Ducati tem suspensões Ohlins e comando de válvulas (titânio) desmodrômico. Os quadros ganharam construção própria, com abundância de alumínio, magnésio e fibra de carbono e permitem regulagens no entre-eixos e ângulos da roda dianteira. A Yamaha tem comando pneumático de válvulas para suportar os quase 20.000 rpm. Os painéis são digitais, as embreagens, antitravamento, e as carenagens foram desenvolvidas em túnel de vento.

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