KTM SX 450F - Fim do feijão

Bastante compacto, o modelo cross, equipado com motor do tipo quatro tempos, aposentou o pedal de partida, adotando a inédita partida elétrica no segmento

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postado em 03/04/2007 23:01 Téo Mascarenhas /Estado de Minas
Mordomia da partida elétrica finalmente chegou ao motocross, com a SX 450F - Fotos: KTM/Divulgação Mordomia da partida elétrica finalmente chegou ao motocross, com a SX 450F
Até algum tempo atrás, o pessoal do fora-de-estrada torcia o nariz para as motos do tipo quatro tempos, mais pesadas, com performance inferior e manutenção mais cara, em relação às do tipo dois tempos. A história começou a mudar com as cada vez mais severas exigências ambientais, que fizeram com que as montadoras desenvolvessem em ritmo acelerado modelos com motores do tipo quatro tempos menos poluentes. O peso foi reduzido drasticamente e o desempenho tão aperfeiçoado que já seduz os pilotos mais resistentes.

O desenvolvimento foi de tal ordem, que agora chegou a um item até então considerado tabu: a partida elétrica. Sistema banido das motos do tipo dois tempos, já que são fáceis de ligar pelo método do feijão, ou pedal de partida, e por representar acréscimo de peso desnecessário, tornou-se um item indispensável nas motos do tipo quatro tempos, bem mais difíceis e complicadas para ligar. O sistema de partida elétrica também foi aperfeiçoado e miniaturizado, tornando-se tão confiável que, na maioria das modernas motos de enduro e trail quatro tempos, dispensa o pedal de partida auxiliar.

Aposentadoria A relação peso-benefício finalmente chegou a tal ponto, que a marca austríaca KTM, especialista em motos fora-de-estrada, com ousadia, lançou em 2006, pela primeira vez na história do motocross, um modelo equipado com motor do tipo quatro tempos, a SX 450F, que nem pedal de partida tem, aposentando de vez a necessidade do feijão ao ligar o motor, quebrando mais uma barreira. A SX 450F, totalmente nova, faz sucesso e história nas pistas, competindo na categoria MX1, a principal do motocross mundial.
Moto permite regulagem na distância entre-eixos e faz sucesso nas pistas - Moto permite regulagem na distância entre-eixos e faz sucesso nas pistas

A engenharia da montadora conseguiu ainda outra façanha. Mesmo com adoção da partida elétrica, que inclui uma bateria selada, motor de arranque, fiação etc, reduziu o peso em um quilo, em relação ao modelo anterior, para 104,2 kg. O interessante é que o quadro, ao contrário das outras motos da categoria, não é em alumínio, mas em tubos de aço. Em alumínio, é a mesa do guidão (Renthal de série), que pode ser regulada em 10 mm, alterando a distância entre-eixos, conforme a pista e a balança.

Giros

Já o motor, totalmente novo, é mais compacto e tem duplo comando e quatro válvulas em titânio, como a ponta do escape e o subquadro. Refrigerado a água, que circula em parte pelo quadro, tem 449,3 cm³ e fornece 59 cv. Para a rotação subir rápido, a estratégia foi adotar um pistão com curso e diâmetro maiores. Apesar da ousadia da partida elétrica, a alimentação é feita de forma convencional, por carburador, em vez da injeção eletrônica. Já o câmbio, tem somente quatro marchas.

A suspensão dianteira (White Power), é invertida, com tubos de 48 mm de diâmetro e 300 mm de curso. A suspensão traseira, com amortecedor único sem links, tem 335 mm de curso. Os freios têm discos do tipo wave e pinças Brembo. Na dianteira, com 260 mm de diâmetro e na traseira, com 220 mm de diâmetro. O desenho do tanque também foi alterado, para permitir maior movimentação do piloto, e comporta oito litros de combustível. O visual ficou mais agressivo. Informações (31) 3281-1912.

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