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Estado de Minas

Yamaha Luxair Gold Concept - Dobradinha do futuro

Modelo misto de scooter e moto é equipado com dois motores, a gasolina e elétrico, tem visual futurista e muito conforto


postado em 10/02/2008 23:42

Banco, do tipo poltrona, só tem lugar para o piloto
Banco, do tipo poltrona, só tem lugar para o piloto
Em 2005, a japonesa Yamaha completou meio século de existência, produzindo alguns dos mais cobiçados modelos de motocicletas do mundo. Além das versões comerciais, sinalizou algumas tendências de seus 50 anos seguintes. Na ocasião, durante a 39ª edição do Salão de Tóquio, mostrou o protótipo Gen-Ryu, misto de scooter e moto, equipado com motorização híbrida, composto de um propulsor convencional, a gasolina, e um elétrico, com funcionamento paralelo.

Dois anos depois, durante a 40ª edição do salão de Tóquio, em novembro de 2007, apresentou a evolução do protótipo Gen-Ryu, batizado de Luxair Gold. O novo modelo mostra claramente a preocupação com a redução de emissão de poluentes e com a possível escassez de petróleo, usando motores complementares. A nova Luxair Gold, assim como o Gen-Ryu, ainda é um conceito, mas aponta para uma nova tendência que pode freqüentar as ruas do mundo, bem mais cedo do que se poderia imaginar.

O funcionamento da motorização híbrida depende da necessidade. Nas arrancadas e acelerações, a energia gerada pelo motor elétrico é responsável pela ajuda no impulso, vencendo a inércia. Em velocidade constante, o motor a combustão assume a empreitada sozinho. Funcionando com esforço reduzido, diminui as emissões de poluentes, sem perder potência, ou características esportivas, quando necessário. Com o motor a combustão em funcionamento, o propulsor elétrico assume outra tarefa.
(foto: Fotos: Yamaha/Divulgação)
(foto: Fotos: Yamaha/Divulgação)

Nesse momento, o motor elétrico funciona para recarregar as baterias, que armazenam energia para arrancada ou aceleração. Com o suprimento de energia para as recargas garantido, sem a necessidade de tomadas, as baterias, normalmente pesadas e de baixa autonomia, podem ser menores e mais leves. Outra fonte de energia aproveitada pelo Luxair vem das desacelerações. A energia gerada nas freadas é convertida em eletricidade, que também alimenta as baterias.

Esse sistema é usado em locomotivas, por exemplo, e em alguns carros já em escala comercial. O motor a combustão foi herdado da superesportiva R-6. Com quatro cilindros em linha, 599 cm³, refrigeração líquida e injeção eletrônica, fornece 127 cv. O Luxair assume espécie de dupla personalidade, podendo ser dócil e silencioso ou furioso, quando exigido. O destaque, porém, é o conforto: com 2,5 metros de comprimento, tem câmbio e embreagem automáticos.

A posição de pilotagem deixa o condutor com as pernas esticadas, acomodado em um banco do tipo poltrona, com somente um lugar, além da frente aerodinâmica, que inclui pequeno porta-malas. O painel é completo e inteiramente digital e dispõe de sistema de telefonia bluetooth, com pequenos alto-falantes no capacete, GPS e monitoramento da distância do veículo à frente. A suspensão dianteira tem o mesmo princípio da GTS 100 dos anos 90, com ancoragem somente de um lado. A suspensão traseira também é monobraço.

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