Yamaha XV-S1 Sakura 1000 - A cereja do bolo

Moto-conceito resgata lembranças de modelos pioneiros, apresentando estilo retrô moderno, muita sofisticação e requinte, sem prejudicar simplicidade e prazer de pilotar

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postado em 02/03/2008 12:58 Téo Mascarenhas /Estado de Minas
Sofisticação do acabamento aparece no revestimento dos bancos e manoplas - Fotos: Yamaha/Divulgação Sofisticação do acabamento aparece no revestimento dos bancos e manoplas
Quando uma montadora apresenta um conceito, normalmente com mirabolantes desenhos futuristas e soluções técnicas inovadoras e experimentais, além de tentar impressionar o público, está indicando o caminho que deverá seguir num futuro não muito distante. No sentido oposto, também desenvolve modelos mais realistas e próximos do cotidiano, com mecânica e soluções técnicas já conhecidas, que poderiam rapidamente entrar em produção, embora adotem desenho pouco convencional.

É o caso do requintado modelo Yamaha XV-S1 Sakura, mostrado no 40º Salão de Tóquio, no fim de 2007: o modelo tem visual inspirado nas motocicletas dos anos 1970, em particular na XS-1 650, a primeira de grande cilindrada (para a época) equipada com motor do tipo quatro tempos da marca. A moto nasceu como resposta ao revolucionário lançamento da Honda CB 750 Four, que entraria para a história, mudando o mercado mundial.
Motor é de dois cilindros em V, refrigerado a ar - Motor é de dois cilindros em V, refrigerado a ar

História
A única montadora japonesa que tinha um modelo semelhante era a Kawasaki (a W-1650, com motor de dois cilindros verticais). Curiosamente, a Kawasaki relançou recentemente o modelo, com tecnologia atual. A Yamaha, embora especialista em motores do tipo dois tempos, começou o projeto da nova XS-1650 tomando por base a clássica inglesa Triumph Bonneville, equipada com motor de dois cilindros paralelos, que fez muito sucesso, mas começava a perder fôlego.

A pioneira Yamaha XS-1650 tinha bastante torque em baixas rotações e 53 cv de potência a 7.000 rpm, mas vibrava excessivamente. Assim, teve vida curta, durando apenas um ano, para ser substituída em 1971 pelo modelo XS-2, revisto e melhorado, inclusive com freio a disco na dianteira. Agora, a Yamaha apresenta a Sakura, uma releitura da precursora, mas com toda a sofisticação dos tempos modernos. Para batizar a moto, escolheu um dos mais emblemáticos símbolos do Japão: a cerejeira em flor, ou sakura, que cobre e enfeita grande parte do país.

Bolo Para o mercado, a XV-S1 também poderia ser classificada como a cereja do bolo, já que foi concebida com esmerado acabamento, além de ter estilo retrô e de contar com um público fiel e cativo pelos quatro cantos do mundo. Aliás, a Yamaha define o estilo como retrô moderno, na concepção e filosofia japonesa de criação. Uma moto compacta, com mecânica simples, com quadro em aço, equipada com motor de 1.000 cm³, com dois cilindros em V, injeção eletrônica e refrigeração a ar, que proporciona prazer em pilotar.

O estilo elegante se destaca no revestimento do banco em couro, com duas tonalidades; na pintura do tanque e partes metálicas em tons cerejas, que também cobre partes do motor; no revestimento das manoplas, com o mesmo material do banco; no cobre corrente em forma de arco; e nos escapes, com aberturas laterais. Os freios dianteiros e traseiros são a discos duplos, estilo margarida. A suspensão dianteira é convencional, e a traseira, com dois amortecedores. Para completar, um sofisticado relógio único como painel e um farol solitário, como na essência das motos.

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