Viagem - Um país em duas rodas

Vietnã tem na motocicleta o principal meio de transporte, que serve para levar carga, pessoas e tudo mais que a imaginação permitir, em cruzamentos sem sinais

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postado em 30/03/2008 15:30 Téo Mascarenhas /Estado de Minas
No trânsito, nada de movimentos bruscos, e assim todo mundo se entende - Fotos: Roberto Moreno/Divulgação No trânsito, nada de movimentos bruscos, e assim todo mundo se entende
Com pouco mais da metade da área de Minas Gerais, o Vietnã, localizado na península da Indochina, Sudeste da Ásia, tem uma população de cerca de 90 milhões de habitantes. Desse total, 90% usam motocicletas, scooters e motonetas em seus deslocamentos. Dá para imaginar o verdadeiro caos no trânsito, que mistura ônibus, caminhões, carros e pedestres, em cruzamentos sem sinais. Esse foi o cenário que o empresário Roberto Moreno encontrou em visita ao pais asiático.

Assolado por disputas e guerras, inclusive contra os Estados Unidos, entre 1959 e 1975, o Vietnã tem grande parte de seu território coberto por florestas tropicais, além de um belo litoral, atraindo cada vez mais turistas. O país cresce a taxas expressivas, assim como a produção de motos, que ultrapassa os dois milhões de unidades por ano, virando o propulsor da economia local. A moto, especialmente de baixa cilindrada, importada da vizinha China ou do Japão, acabou sendo incorporada à cultura dos vietnamitas, que curiosamente se protegem do sol e da poluição, mas dispensam muitas vezes o capacete.
Se a carga sobrar para os lados, não tem problema. Nem na hora da soneca o vietnamita abandona a moto - Se a carga sobrar para os lados, não tem problema. Nem na hora da soneca o vietnamita abandona a moto

A moto é usada para tudo, por todos e em diferentes lugares. Serve para transportar cargas inimagináveis, o filho pequeno, a família etc. Estima-se que o pais tenha frota de 22 milhões de motos, que podem ser adquiridas a partir de cerca de equivalentes a US$ 400. Só em Ho Chi Minh, antiga Saigon, circulam cerca de 3 milhões de motos. Quantidade semelhante em Hanói, capital do país. O curioso, segundo Roberto Moreno, é que o caos tem certa organização e código de conduta. Para atravessar, é só ir devagar, sem movimentos bruscos, que o enxame acaba se desviando e as motos seguem sem problemas. Um verdadeiro país sobre duas rodas.

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