BMW S 1000 RR - Japonesa de Berlim

Para competir com as rivais italianas e japonesas, a fabricante alemã vai disputar o mundial de Superbikes com o novo modelo, que terá versão de rua, com edição limitada

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postado em 20/04/2008 14:50 Téo Mascarenhas /Estado de Minas
Fotos: BMW/Divulgação
A BMW apresentou em 16 de abril, na fábrica de Berlim, Alemanha, a nova motocicleta superesportiva S 1000 RR. Com esse modelo, pretende disputar o mundial de Superbikes de 2009, encarando as japonesas e italianas, que dominam a competição. Para construir a nova moto, entretanto, utilizou as mesmas armas da concorrência nipônica, deixando o novo modelo com os olhos "puxados" e um visual bastante parecido com o das motos japonesas, especialmente com a Kawasaki ZX 10R e as Yamahas R-6 e R-1.

Em seu discurso de apresentação, o presidente da BMW Motos, Hendrik Von Kuenheim, ressaltou que o ingresso da marca no mundial de Superbikes foi motivado pelo prestígio e imagem que a competição transmite, sendo disputada em 13 países e quatro continentes. A vantagem dos japoneses, com mais de 20 anos de experiência na competição, vai servir de incentivo e laboratório para as motos de rua, também com reflexos nas vendas do segmento de motos esportivas.

Competição
O presidente também revelou que os motores do tipo boxer, com dois cilindros, que fazem parte da história e tradição da marca, ainda vão ter vida longa, mas é necessário abrir novas frentes, como a das motos superesportivas. Segundo suas estatísticas, são comercializadas cerca de 100 mil unidades de motos superesportivas de 1.000 cm³ por ano, com alto valor agregado, no mundo, com participação de 85% dos japoneses. A BMW quer começar a mudar essa história, participando deste rentável e prestigioso segmento.
O motor tem quatro cilindros em linha e muita eletrônica embarcada - O motor tem quatro cilindros em linha e muita eletrônica embarcada

O novo modelo S 1000 RR é uma das armas para divulgar que a marca não produz somente sofisticados modelos, luxuosos e comportados, para longas viagens, mas também motos de alto desempenho. Neste embalo, a marca pretende um ousado acréscimo de 50% em suas vendas, comercializando 150 mil unidades até 2012. Os planos também incluem o Brasil, por meio de sua subsidiária. Para satisfazer o regulamento do mundial de Superbikes, serão produzidas 1 mil unidades "de rua" do modelo, para comercialização.

Armas
A nova S 1000 RR (S de sport e RR de racing) tem motor de quatro cilindros em linha, inclinados em 55°, com refrigeração líquida e injeção eletrônica, que desenvolve cerca de 190 cv. O motor terá um sofisticado cabeçote, com duplo comando e 16 válvulas, e muita eletrônica embarcada. A eletrônica também vai estar presente em larga escala no controle de tração. O quadro é em alumínio, de dupla trave, assim como a enorme balança da suspensão traseira, do tipo "banana".

A carenagem é em fibra de carbono, com grande abertura frontal, para captação de ar. As rodas em liga leve são OZ. A suspensão dianteira invertida Ohlins, diferentemente dos modelos esportivos K 1200 S, tem sistema Telelever. A transmissão é por corrente, em vez do tradicional cardã da marca, inadequado para competições. Os freios são Brembo, de última geração, e as pedaleiras, reguláveis. O escape tem saída baixa, com ponteira curta. Se não tivesse o símbolo BMW, poderia ser facilmente confundida com uma japonesa...

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