Moto Guzzi V7 Classic - Alquimia do tempo

Modelo é releitura do passado, criado para homenagear motocicleta que completa 40 anos de lançamento e mudou história da marca italiana e inaugurou conceitos

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postado em 18/05/2008 12:54 Téo Mascarenhas /Estado de Minas
Linhas clássicas, típicas dos anos 1960 e 1970, incluem farol e instrumentos redondos - Fotos: Moto Guzzi/Divulgação Linhas clássicas, típicas dos anos 1960 e 1970, incluem farol e instrumentos redondos
Para homenagear os 40 anos de lançamento da motocicleta V7, um dos maiores sucessos de sua história, a italiana Moto Guzzi comercializa, a partir deste mês, o modelo comemorativo V7 Classic, que recria o visual anterior, mas com tecnologia atual. A Moto Guzzi é uma das mais tradicionais marcas italianas, com origem nos anos 1920, na cidade de Mandello Del Lario, norte do país, com os sócios Carlos Guzzi (mecânico que batizou a marca com o próprio nome), Giovanni Ravelli e Giorgio Parodi. Os dois últimos eram pilotos militares.

Quando Parodi morreu, a águia, símbolo da força aérea italiana, foi adotada como emblema da marca, para lembrar o amigo. De lá para cá, a marca se envolveu em competições e assumiu posição de destaque no mercado europeu e mundial. Entretanto, o vôo da águia enfrentaria turbulências. A calmaria viria exatamente com o modelo V7, apresentado em 1967. Curiosamente, o modelo que iria para produção nos anos seguintes, teve seu projeto iniciado em 1964, como veículo militar.

Vê dois Idealizada por Giulio Cesare Carcano, a V7 tinha um robusto e diferente motor, com dois cilindros em V, inclinados em 90 graus, mas dispostos transversalmente ao sentido de movimento. Segundo o projetista, a nova configuração facilitaria a refrigeração e a manutenção e não deixaria os cilindros tão expostos. A versão civil, apresentada nos salões de motos, mesmo antes do lançamento, agradou tanto que a versão militar ficou em segundo plano. A mudança de foco também produziria outro efeito na Itália.
Banco reto proporciona conforto para a garupa também - Banco reto proporciona conforto para a garupa também

A moto foi considerada o primeiro grande modelo do mercado italiano, inaugurando um promissor e lucrativo segmento. A V7 nasceu com motor de 703 cm³ de cilindrada, um recorde para a época, e adotou o V para caracterizar a disposição do motor e o número 7 para identificar a cilindrada. Depois do primeiro modelo, vieram diversas outras versões, inclusive esportivas, com cilindrada ainda maior, porém, sem nunca abandonar a configuração original do motor, que viraria uma espécie de marca registrada da Guzzi, que hoje pertence ao grupo Piaggio.

Forte
Esse mesmo motor também ganharia a fama de forte e incrivelmente durável, granjeando a simpatia da polícia e das forças armadas de diversos países, que a adotaram, tal como fora previsto inicialmente. Agora, a pioneira V7 volta com nova leitura, novo motor de 750 cm³ (744 cm³, herdado do modelo Breva), mas com o mesmo charme e o nome Classic. Equipado com injeção eletrônica, desenvolve 48,8 cv de potência a 6.800 rpm e torque de 5,6 kgfm a apenas 3.600 rpm, facilitando a condução nas cidades, com transmissão final por eixo cardã.

O visual, além de lembrar o modelo pioneiro, é típico dos anos 1960 e 1970: farol e instrumentos redondos, banco reto e rodas raiadas. O farolete traseiro também fica destacado, com escapes cromados. A suspensão dianteira é do tipo Marzocchi, com tubos de 40 mm e 130 mm de curso. A traseira é bichoque, regulável, com 118 mm de curso. Os freios são Brembo. O câmbio tem cinco marchas. O peso a seco é de 182 kg. O quadro tem a clássica configuração de duplo berço, em aço, e o painel, pequenas telas digitais.

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