Publicidade

Estado de Minas

Derbi DH - 2.0 - Magrela morro acima

Novo modelo reúne características de bicicleta e motocicleta, em um conceito inovador, que também incorpora muita tecnologia e aptidão para trilhas radicais


postado em 25/05/2008 15:20

Motor permite subir morros sem esforço. Na pilotagem, funciona como uma extensão do corpo(foto: Fotos: Derbi/Divulgação)
Motor permite subir morros sem esforço. Na pilotagem, funciona como uma extensão do corpo (foto: Fotos: Derbi/Divulgação)
A marca espanhola de motocicletas Derbi apresentou mundialmente este mês, durante a feira MotOh! em Barcelona, Espanha, um conceito totalmente inédito, que mistura moto e bicicleta. Um modelo híbrido, que tem em seu nome de batismo, DH 2.0, a filosofia do projeto. Desenhada no laboratório de idéias da marca, é uma fusão das bicicletas do tipo Down Hill (DH), feitas para descer morros e trilhas o mais rápido possível, com motocicletas, estabelecendo um outro nível e dimensão, que a montadora chamou de 2.0.

A nova Derbi DH 2.0 foi construída para ser um modelo divertido, extremamente leve e compacto, que funciona como espécie de prolongamento do corpo do piloto, nas descidas em estilo downhill e trilhas mais radicais, e é recheada de tecnologia. O motor é para voltar ao topo do morro rapidamente, sem cansaço e ajuda de ninguém. Uma "bicicleta" que não é movida a feijão, com características de motocicleta.
Construída com matérias leves, pesa menos de 40 kg
Construída com matérias leves, pesa menos de 40 kg

Início
Fundada em 1922, em Martorelles, Barcelona, por Simeon Rabasa, a Derbi, então com outro nome, funcionava como oficina de bicicletas. Somente em 1950, as motocicletas entraram em linha de produção, com um modelo de 250 cm³ de cilindrada, inspirado na Jawa 250, e o nome alterado para Derbi, que quer dizer DERivado de BIcicleta. A nova DH 2.0, portanto, resgata a origem e um pouco da história da marca, que completa 86 anos e pertence à italiana Piaggio.

A Derbi tornou-se especialista em modelos de baixa cilindrada, de 50 cm³ a 125 cm³, embora tenha construído um modelo do tipo scrambler, a Mulhacén 659. Também compete no Mundial de Motovelocidade, verdadeira paixão espanhola, na categoria 125 cm³, na qual já faturou 18 títulos, sendo oito de construtores e 10 de pilotos, com suas motos apelidadas de Balas Vermelhas. Misturando a origem, nas bicicletas com as competições, no estilo downhill nasceu o conceito da nova DH 2.0.

Técnica
O quadro da DH 2.0 é feito em alumínio, que também comporta o tanque de combustível de dois litros. O peito de aço, que protege o motor, é em fibra de carbono, assim como o escape, que tem saída por baixo do banco, no estilo das bicicletas. O peso é de apenas 39,95 kg. A suspensão dianteira é invertida, com tubos de 38 mm de diâmetro e curso de 200 mm. A suspensão traseira, tipo cantilever regulável, é mono, com amortecedor a ar e 150 mm de curso.

Os freios são a disco, tipo margarida, com 240 mm na dianteira e 200 mm na traseira. O motor do tipo quatro tempos tem um cilindro, com refrigeração a ar e óleo, e 96,4 cm³ de cilindrada, que fornece 8 cv a 8.500 rpm. O câmbio e embreagem são automáticos. A DH 2.0 tem uma ótima distância livre do solo, de 371 mm e um entre-eixos de apenas 1.296 mm para facilitar as manobras. Também pode ser facilmente desmontada, para ser colocada no porta-malas do carro.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade