Amazonas - Motossauro mirim

Depois de 20 anos de ausência, as motocicletas da marca nacional voltam ao mercado com uma linha convencional de modelos de origem chinesa, em diferentes segmentos

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postado em 28/05/2008 12:48 Téo Mascarenhas /Estado de Minas
AME C1 é uma custom confortável, com muitos detalhes cromados - Amazonas/Divulgação AME C1 é uma custom confortável, com muitos detalhes cromados
O nome Amazonas está associado mundialmente a colossais dimensões e números superlativos, despertando curiosidade e respeito. Com a motocicleta brasileira Amazonas não foi diferente. Considerada a maior moto do mundo, com cerca de 300 kg e uma espantosa marcha a ré, pioneira na época, foi fabricada na Penha, em São Paulo, entre 1978 e 1988, equipada com motor Volkswagen 1.600, boxer de quatro cilindros, refrigerado a ar, o mesmo da perua Brasília.

Com a proibição das importações, o empresário Guilherme Hannud Filho montou a Amazonas Motocicletas Especiais (AME), para produzir a gigante, que também conquistou o mundo. As motos Amazonas equiparam também polícias rodoviárias e Exército, inclusive na versão a álcool, e foram exportadas para diversos países, como Estados Unidos e Japão, pelo exotismo e dimensões avantajadas. Passadas duas décadas, o nome Amazonas ressurge no mercado de motocicletas, com o mesmo Guilherme Hannud Filho, só que em uma realidade bem diferente.

Linha
Dessa vez, nada de motossauros e gigantismo, mas modelos convencionais de baixa cilindrada, produzidos na China, com a marca Loncin, que usa, entre outras, tecnologia Suzuki. Atualmente instalada em Manaus, a marca está se reestruturando e construindo uma linha de montagem em terreno de 32.000 m², com área construída de 5.300 m², além da administração e centro de distribuição de peças em Cotia, na grande São Paulo.

As motos foram apresentadas no fim de 2007 e estão chegando ao mercado progressivamente, junto com a ampliação da rede de concessionárias. A marca também vai comercializar uma linha de quadriciclos, composta pelos modelos Bigboy 50, Snake 110, Cougar 150, Selva 250 e Thunder 300. Entre as motos, um scooter AME 150, as motonetas AME 125 A (com rodas raiadas), AME 125 S (com rodas de liga leve), a AME 110 Mix e a custom de design italiano AME C1 e 250cm³ de cilindrada.

Aposta
A marca está apostando nos dois últimos modelos. A 110 Mix deve ser o seu carro-chefe. Como o nome sugere, é uma mistura de tendências. Tem visual que lembra o da popular Honda POP 100, mas requintes, como escape alto, pára-lama dianteiro alto, freio a disco dianteiro, indicador de combustível e de marcha (semi-automático), amortecedores traseiros reguláveis, carenagem de motor e pneus tipo todo terreno, para encarar pisos irregulares pelo interior do Brasil. O motor de um cilindro refrigerado a ar fornece 7 cv a 7.500 rpm. O preço é de R$ 3.990.

A sofisticada AME C1 250 é uma custom com muitos cromados, motor de um cilindro, refrigerado a ar (semelhante ao da Suzuki Intruder 250), que fornece 21,4 cv a 6.700 rpm. Para compor o visual, são dois escapes (apesar de um cilindro), faróis auxiliares, pára-lama dianteiro envolvente, banco de dois andares, pedaleiras tipo plataforma, painel no tanque e guidão e rodas em liga leve. Na dianteira, dois discos de freio e na traseira, suspensão do tipo mono. O preço é de R$ 13.200. Informações: (11) 3535-6200.

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