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Estado de Minas

Yamaha V-Max 1700 - Vai encarar?

Modelo 2009 conserva a identidade do anterior, mas adota motor mais furioso, que desenvolve 200 cv, e tem ainda novo quadro, freios com ABS e muita eletrônica embarcada


postado em 15/06/2008 17:48

Novo motor V-4 rende a estratosférica marca de 200 cv(foto: Fotos: Yamaha/Divulgação)
Novo motor V-4 rende a estratosférica marca de 200 cv (foto: Fotos: Yamaha/Divulgação)
Quando foi lançado em 1985, o modelo V-Max assombrou o mundo com seu enorme motor de quatro cilindros em V, inclinados em 70 graus e 1.198 cm³, que produzia 140 cv. Uma espécie de dragster urbano, com o motorzão propositalmente exposto e um estilo ousado, capaz de proporcionar delirantes arrancadas. De lá para cá, em seus 23 anos de história, o modelo permaneceu praticamente sem alterações, para novamente assombrar o mercado com sua total e radicalmente nova versão 2009.

A motocicleta foi completamente refeita, com o cuidado de manter um visual que preservasse a identidade, para não contrariar toda uma legião de fanáticos seguidores e fãs, espalhados pelos quatro cantos do planeta, inclusive no Brasil. Na parte técnica, porém, não ficou pedra sobre pedra. O espírito dragster, que norteou seu projeto, foi mantido e ampliado. O motor conservou a arquitetura dos quatro cilindros em V, só que agora com inclinação de 65 graus, e saltou dos 1.198 cm³ para 1.679 cm³.

Usina
Curiosamente, o antigo motor V-4 foi herdado da pacata estradeira Venture, do mercado americano, com a devida apimentada. Já o novo coração é totalmente inédito e incorpora muita eletrônica, rendendo a espantosa marca de 200 cv a 9.000 rpm e um estupendo torque de 17,0 kgfm a 6.500 rpm. Números estratosféricos, que, paradoxalmente, obrigaram a montadora a amansar a fera, limitando a velocidade máxima eletronicamente em 220 km/h e a aceleração plena em até 400 metros, para poder ser guiada por gente "normal".
As tomadas de ar laterais, espécie de marca registrada do modelo, também estão presentes
As tomadas de ar laterais, espécie de marca registrada do modelo, também estão presentes

A enorme potência e o volume do motor exigiram a instalação de dois radiadores de água e um de óleo. Mesmo assim, no painel, que fica sobre o falso tanque, há, além do hodômetro, relógio, consumo de combustível, indicador de marcha engatada e controle da temperatura do motor. O tanque verdadeiro, para 15 litros, fica sob o banco, para centralizar e rebaixar as massas. O painel é completado por um grande conta-giros redondo, instalado de forma convencional no centro do guidão.

Eletrônica
Para facilitar a vida do piloto, um verdadeiro batalhão de chips, controlados por uma central, estão de prontidão no acelerador eletrônico, que dispensa os tradicionais cabos, batizado de Yamaha Chip Controlled Throttle (YCC-T), e no controle da altura das "cornetas" de alimentação da injeção eletrônica (que também equipa as superesportivas da marca), chamada de Yamaha Chip Controlled Intake (YCC-I). Atuando em conjunto, por meio de sensores, permitem uma aceleração instantânea, embora mais suave.

A eletrônica também está presente no sistema de freios, com ABS e discos tipo wave, duplos com 320 mm na dianteira e 298 mm na traseira, e na embreagem antitravamento nas reduções. O novo quadro é em alumínio, com dupla trave e motor como parte da estrutura. Para reduzir peso, os enormes escapes, com saídas mais curtas, são em titânio, e as tampas do motor, em magnésio. Mesmo assim, pesa 310 kg a seco. A suspensão dianteira tem tubos de 52 mm e 120 mm de curso. A traseira é mono, com 110 mm. Ambas reguláveis. A transmissão é por cardã, e as rodas têm aros de 18 polegadas. No visual, as tomadas de ar laterais foram conservadas. A Yamaha vai trazer oficialmente o modelo, embora ainda não tenha data e preços definidos. Na Europa, por enquanto, sua comercialização, a partir de setembro, será feita por encomenda (fila de espera), por 20 mil euros (cerca de R$ 53 mil).

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