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Estado de Minas

MV Augusta F4 Brutale 910S - Pelada abusada

Modelo com história e prestígio será importado oficialmente e conta com motor quatro cilindros em linha e visual agressivo, sem carenagem


postado em 29/06/2008 14:51

As rodas em liga leve e forma de estrela têm aro de 17 polegadas(foto: Fotos: MV Agusta/Divulgação)
As rodas em liga leve e forma de estrela têm aro de 17 polegadas (foto: Fotos: MV Agusta/Divulgação)
A motocicleta italiana MV Agusta Brutale nasceu em 2005, como versão naked (sem carenagem) da sofisticada esportiva F4, toda carenada. Um espantoso caso de como gastar vultosas somas no desenvolvimento de uma esmerada roupagem, para em seguida apresentar um modelo pelado, que faz questão de mostrar tudo o que a irmã escondeu. Entretanto, mesmo nua, a MV Agusta Brutale 910S, que chega oficialmente ao Brasil a partir deste mês, esbanja personalidade e beleza.

A prestigiada marca, criada pelo nobre conde Agusta, fabricante de helicópteros, também ganhou as pistas, vencendo diversas vezes o Mundial de Motovelocidade com o lendário piloto Giacomo Agostini. Porém, nem a nobreza nem o prestígio foram capazes de convencer os consumidores, frente ao avanço das marcas japonesas, obrigando a marca a fechar as portas na década de 1970. O renascimento veio em grande estilo, em 1997, com o lançamento da badalada esportiva F4 750.

Parceira
Para relançar a marca, os construtores contaram com ajuda da Ferrari, que desenvolveu o motor, com a clássica arquitetura de quatro cilindros em linha, refrigeração líquida e injeção eletrônica. Inicialmente, o propulsor tinha 750 cm³, mas foi sendo aumentado e atualmente conta com as versões 910 cm³, 989 cm³ e 1.078 cm³, para atingir os diversos nichos de mercado. A parceria continuou com os principais fornecedores mundiais e com a respeitada escola italiana de design.
A balança da suspensão traseira, em alumínio, é do tipo monobraço
A balança da suspensão traseira, em alumínio, é do tipo monobraço

Para definir suas formas, a MV Agusta recorreu ao famoso projetista Massimo Tamburini, que desenvolveu o modelo com ajuda do Cagiva Research Center, criado em San Marino, em 1987. É que a marca Cagiva, também italiana e comandada pelos irmãos Castiglioni, atualmente é a dona da MV Agusta. O resultado foi uma motocicleta refinada, com desempenho esportivo e linhas marcantes, que incluem um grande farol ovalado na dianteira, escapes duplos de saída lateral e motor à mostra. Toda essa exclusividade, porém, vai ter seu preço. A MV Agusta Brutale 910S vai custar aqui R$ 74.900.

Técnica
A Ferrari caprichou no desenvolvimento do motor, um 4 cilindros em linha, 16 válvulas radiais e duplo comando. O propulsor com exatos 909,1 cm³ de cilindrada tem refrigeração a água e óleo e desenvolve 139 cv a 11.000 rpm e torque de 9,8 kgfm a 8.000 rpm. O câmbio tem seis marchas e é de fácil remoção para ajustes, como nas motos de competição. A primeira marcha já alcança 105,5 km/h, e a última ultrapassa os 260 km/h, se o piloto conseguir resistir ao vento, já que a Brutale não tem carenagem.

O quadro é construído em tubos de aço, em forma de treliça, enquanto a balança da suspensão traseira é do tipo monobraço, em alumínio, com amortecedor Sachs regulável, com 120 mm de curso. A suspensão dianteira é uma Marzocchi, com tubos de 50 mm de diâmetro e 126 mm de curso, também regulável. Os freios dianteiros têm duplo disco de 310 mm, com pinças radiais Nissin de seis pistãos. O freio traseiro tem 210 mm. As belas rodas, tipo estrela, têm aros de 17 polegadas. O painel, herdado da F4, tem elementos digitais e analógicos, e o peso a seco é de 185 kg. Informações: (31) 3275-2711.

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