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Estado de Minas

Buell 11255CR - Café de longe

Novo modelo da marca americana, classificado como Café Racer, é bastante compacto e equipado com motor de dois cilindros em V, que proporciona arrancadas vigorosas


postado em 17/08/2008 11:30

Compacta, tem distância entre-eixos curta, que a deixa bastante ágil em curvas fechadas(foto: Fotos: Buell/Divulgação)
Compacta, tem distância entre-eixos curta, que a deixa bastante ágil em curvas fechadas (foto: Fotos: Buell/Divulgação)
Braço esportivo da Harley-Davidson, a americana Buell apresentou, em julho, a nova 1125CR, já como modelo 2009 e classificada como Café Racer (CR). O termo surgiu na Inglaterra dos anos 1950, quando a rapaziada se reunia nos cafés, com suas motos de rua, e de lá saiam para "rachas" de curta distância. Para vencer, os modelos precisam ter potência e principalmente força nas arrancadas. Para tanto, os motores eram alterados, ganhando preparação, e o peso das motos aliviado, para vencer o duelo.

Este estilo de época acabou influenciando as gerações seguintes e batizando um segmento que até hoje faz bastante sucesso, com modelos de motores musculosos e visual limpo, sem roupa, também chamadas de nakeds. Algumas montadoras utilizam o termo mais pomposo, streetfighter, ou guerreiro urbano, para tentar conferir status aos modelos, que, entretanto, fazem parte do mesmo conceito. A nova Buell 1125CR nasceu com esse espírito. Pouca roupa e muito motor.

Armas
A 1125CR é baseada na irmã superesportiva 1125R, lançada em 2007. O motor conserva a tradicional arquitetura dos dois cilindros em V, mas é o primeiro da marca equipado com refrigeração líquida. Desenvolvido em conjunto com a austríaca Rotax e batizado de Helicon, tem características que preservam as dimensões reduzidas e compactas da 1125CR, que a transformam em devoradora de curvas. Para ganhar espaço, os radiadores foram deslocados para as laterais, com capas para direcionar o fluxo de ar.
Banco do passageiro tem cobertura removível para dar mais pegada ao piloto.
Banco do passageiro tem cobertura removível para dar mais pegada ao piloto.

Os cilindros, com 72 graus de inclinação, têm ainda injeção eletrônica e desenvolvem 146 cv a 9.800 rpm e torque de 11,3 kgfm a 8.000 rpm. A relação do câmbio, de seis marchas, foi ligeiramente encurtada, em relação à irmã superesportiva, para ganhar mais agilidade nas acelerações e retomadas. Para as reduzidas, a 1125CR ganhou embreagem antitravamento, que permite condução esportiva com mais segurança. E a transmissão final é por correia dentada.

Compacta
As soluções técnicas de construção adotadas pela Buell visam a diminuir dimensões, centralização e rebaixamento dos pesos e massas. Assim, o quadro, com vigas laterais, tem o motor como parte integrante e abriga o tanque de combustível, que comporta 21,2 litros. No falso tanque ficam componentes elétricos e a caixa do filtro de ar, que foi aumentada para 12 litros. O resultado é uma distância entre-eixos bastante curta, de apenas 1.385 mm, que a deixa bastante ágil em traçados sinuosos.

O guidão foi levemente rebaixado e o banco do passageiro, coberto com uma capa rígida (removível), para melhorar a pegada nas arrancadas. O freio dianteiro tem o sistema ZTL, com um disco de 375 mm e uma pinça com nada menos do que oito pistãos. O freio traseiro é convencional de 240 mm. A suspensão dianteira é invertida, com tubos de 47 mm e 120 mm de curso. A traseira é mono. Ambas da marca Showa, plenamente reguláveis. O visual inclui ainda escape com saída baixa, setas dianteiras nos retrovisores e minicarenagem dianteira cobrindo o farol assimétrico. A Buell 1125R já é importada oficialmente, mas a nova 1125CR, ainda não teve datas e preços definidos. Informações: (31) 3275-2711.

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