Chopper/Hot Bike 500 - Artesanato mineiro

Projetado e fabricado em Minas, protótipo tem soluções mecânicas próprias, além de usar componentes automobilísticos, como amortecedor da Chevrolet D-20 e roda do Stilo

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postado em 07/09/2008 16:49 Téo Mascarenhas /Estado de Minas
O tanque, em chapa metálica, tem decoração gótica, como os retrovisores. - O tanque, em chapa metálica, tem decoração gótica, como os retrovisores.
Depois de oito anos construindo triciclos artesanais em sua oficina no bairro Concórdia, em Belo Horizonte, Ademir dos Santos, conhecido como Tuka, aceitou o desafio de criar uma motocicleta especial, com estilo Chopper/Hot Bike, encomendada pelo amigo Francisco Renato. Com a experiência de muitas viagens e trocas de informações, concluiu que poderia construir um modelo que nada devesse aos que já tinha visto, idealizando o projeto com ajuda da imaginação e de soluções encontradas em revistas especializadas.

O primeiro passo foi escolher a motorização. Fugindo do lugar-comum das motocicletas do gênero, equipadas com a clássica arquitetura de dois cilindros em V, optou por um propulsor com dois cilindros paralelos, herdado da Honda CB 500. Para entrar no clima, o motor foi pintado, o escape refeito, com saída quase direta, e a carburação, também da CB 500, escondida debaixo do tanque.

Quadro
Escolhido o motor, o foco passou a ser o quadro. Feito artesanalmente com tubos de aço, a partir de uma moto antiga, obedece ao conceito longo e baixo. A distância entre-eixos é de 2,25 m, enquanto a altura em relação ao solo é de apenas 17 cm. Já a altura do banco é de 55 cm. Além disso, as pedaleiras da Shadow ficam lá na frente, proporcionando uma tocada com as pernas bem esticadas. Essas características garantem conforto nas retas, mas limitam sua performance nas curvas, já que raspa com facilidade. Porém, essa é a filosofia do modelo, que funciona como uma vitrine, sem pretensões de esportividade.

O tanque de combustível, com capacidade para oito litros, foi construído em chapa metálica e abriga o painel, composto por um único instrumento, o velocímetro. O desenho segue inspiração gótica, junto com a pintura, executada por Frederico Lacerda, decorada por cruzes estilizadas, mesmo formato dos espelhos, que foram importados dos Estados Unidos, assim como o farol único, as setas e a lanterna traseira. Os pára-lamas e as laterais foram feitos em fibra de vidro, manualmente.

Automóvel
O banco, estilo selim, só tem lugar para o piloto, e foi importado da Índia. Algumas peças, curiosamente, são de automóveis, o que também ajudou a reduzir custos. A suspensão traseira, de projeto próprio, tem balança monobraço artesanal cromada, enquanto o único amortecedor central é da picape D-20, com mola da Harley-Davidson. A roda traseira é do Fiat Stilo Schumacher, calçada com pneu da motocicleta Triumph Rocket III, de 240 mm, e o disco de freio do Golf.
A roda traseira fica ancorada em balança monobraço, que tem amortecedor da D-20 - Fotos: Marlos Ney Vidal/EM/D. A Press - 26/8/08 A roda traseira fica ancorada em balança monobraço, que tem amortecedor da D-20

A suspensão dianteira, bem aberta, como manda o figurino da modalidade, é da Honda Falcon 400, enquanto a roda, aro de 21 polegadas, e o freio a disco são da Harley-Davidson Softail. As mesas de fixação e o guidão também são de fabricação própria. Foram gastos cerca de R$ 45 mil e seis meses de trabalho no protótipo, que, depois de tantas adaptações e modificações, curiosamente recebeu a documentação legalizada como Jawa 57. Informações: (31) 3421-3731.

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