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Estado de Minas

Yamaha YZF R-1 2009 - Indigestão com troco

Nova superesportiva mudou o visual e também todo o conjunto mecânico, baseada na moto de competição M-1, que compete no Campeonato Mundial de Motovelocidade


postado em 14/09/2008 16:33

A frente ficou mais encorpada, com faróis ao centro e tomadas de ar laterais(foto: Yamaha/Divulgação)
A frente ficou mais encorpada, com faróis ao centro e tomadas de ar laterais (foto: Yamaha/Divulgação)
Onze anos depois de assombrar o segmento mundial das superesportivas, com o lançamento do modelo R-1, a Yamaha surpreende novamente ao apresentar sua sexta geração, já como 2009, em Amsterdã, Holanda. É que o novo visual acabou provocando indigestão em boa parte dos fanáticos admiradores do modelo, que enxergaram nas novas linhas a heresia da ligeira perda de agressividade, sua marca registrada, significando um retrocesso, traduzido em uma motocicleta mais conservadora.

A indigestão começa na dianteira, com carenagem mais robusta e novo conjunto óptico, com dois faróis redondos próximos do centro e novas tomadas de ar laterais; e prossegue na outra extremidade, com traseira dominada por duas enormes ponteiras de escape de saída alta e formato triangular, que destoam do conjunto esbelto da versão anterior. A solução, porém, não foi um capricho dos projetistas. Foi adotada para abrigar os volumosos catalizadores e atender as novas e rigorosas exigências ambientais.

O outro lado da moeda veio na completa reformulação do conjunto mecânico, baseado em grande parte no modelo que compete no mundial de motovelocidade, YZF M-1. O motor, completamente novo, tem quatro cilindros em linha, 998 cm³ de cilindrada, injeção eletrônica, com injetor secundário (só funciona em rotações mais elevadas), pistãos mais curtos em alumínio forjado e cilindros com revestimento cerâmico. Os dutos de admissão, com servo motor, têm altura variável, para melhorar a "respiração" a partir de 9.400 rpm.

O acelerador também é eletrônico e funciona por meio de sensores, que medem diversos parâmetros e se adaptam em milésimos para fornecer sempre a melhor resposta. O resultado é uma espantosa tropa de 182 cv a 12.500 rpm e um torque mediano de 11,8 kgfm a 10.000 rpm. A tecnologia das pistas foi responsável pela cavalaria, já que o novo motor, derivado da YZF M-1, funciona com os pistãos trabalhando alternadamente, e não mais em duplas, como no modelo anterior.

Solução
Esse arranjo, comum nas motos de competição, até então era excluído nas motos de série, pela complexidade e pela vibração, que foi neutralizada pelos contra-pesos. O resultado é uma entrega de potência extremamente vigorosa, mas linear, que permite uma pilotagem ainda mais esportiva. Para completar, o piloto também dispõe de embreagem antitravamento, pedaleiras reguláveis e, pela primeira vez no modelo, da luz que indica o melhor momento de cambiar as seis marchas, com indicador de marcha engatada no painel.

Para andar mais manso, a nova R-1 tem três módulos de mapeamento eletrônico do motor, com acionamento no guidão. Standard, para o cotidiano, B, para tocadas suaves, e A, para pilotagem esportiva. O quadro é totalmente novo, do tipo Deltabox em alumínio, assim como a balança traseira. O subquadro é em magnésio. A suspensão dianteira tem bengalas de 43 mm, com funções separadas. A direita faz a extensão e a esquerda, compressão. A suspensão traseira é mono, regulável, com 120 mm de curso. O freio dianteiro, com duplo disco de 310 mm, também foi revisto, assim como o pneu traseiro, com medida 190/55. A nova R-1 vai chegar ao Brasil, mas ainda não tem data e preço definidos.

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