Honda CBF 125 - Migração ao contrário

Dotado de sistema de injeção eletrônica de combustível e refrigeração líquida, novo modelo é versátil e robusto, sendo equipado com rodas de liga leve e semicarenagem

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postado em 15/10/2008 18:15 Téo Mascarenhas /Estado de Minas
O quadro é em aço, com motor fazendo parte da estrutura - Fotos: Honda/Divulgação O quadro é em aço, com motor fazendo parte da estrutura
A Honda apresentou durante o Salão da Alemanha, o Intermot, em Colônia, que terminou dia 12, junto com motos superesportivas de alto desempenho e conceitos, a pequena CBF 125. Trata-se de uma moto robusta, econômica e utilitária para o dia-a-dia, dotada de motor de um cilindro, refrigeração a ar e injeção eletrônica, além de visual diferente, com meia carenagem. O interessante é que esse mesmo modelo já estava disponível na Índia, com o nome Stunner.

Outro dado é que a requintada mini superesportiva CBR 125R, com visual das irmãs maiores e um motor mais potente e sofisticado, equipado com refrigeração líquida e injeção eletrônica que abastece os mercados da Europa, é produzida na Tailândia. Mesma origem asiática, junto com Indonésia e Vietnã, que segue a linha da multiplicação de motores de baixa cilindrada, equipados com injeção eletrônica de combustível, semelhantes, por exemplo, ao motor da nova Biz 125 2009 brasileira.

Demora
Esta curiosa migração, na qual os modelos de baixa cilindrada, com mais tecnologia, são produzidos inicialmente em países ditos menos desenvolvidos, para depois serem exportados para os países ditos de primeiro mundo, tem motivações econômicas e expõe as controvérsias do mundo globalizado. No Brasil, a substituição do carburador em motos de baixa cilindrada continua lenta e gradual. O próximo capítulo, porém, será o lançamento até o fim do ano do sistema de injeção nas motos Honda de 125 cm³ e 150 cm³.
Rodas têm aros de 17 polegadas, com pneus sem câmara - Rodas têm aros de 17 polegadas, com pneus sem câmara

Classificada como uma mini-Sport Tourer, a nova CBF 125 retrata e adianta um pouco desse processo. O modelo tem motor de um cilindro, de 124,7 cm³, do tipo OHC, de quatro tempos, com duas válvulas, refrigeração a ar, que desenvolve 11,3 cv a 8.000 rpm. Curiosamente, a "nossa" CG 125 Fan, ainda carburada, tem 12,5 cv a 8.250 rpm. Entretanto, o sistema de injeção de combustível, do tipo PGM-FI (semelhante aos que também equipam modelos maiores da marca), reduz a emissão de poluentes, atingindo os índices exigidos pelas cada vez mais severas normas ambientais.

Características
O preço estimado na Europa para o modelo é de dois mil euros. O painel é completo e tem conta-giros analógico e marcador de nível do tanque de gasolina, que comporta 13 litros. O câmbio tem cinco marchas e a partida é elétrica. O freio dianteiro é a disco, com 240 mm de diâmetro, e o traseiro a tambor com 130 mm de diâmetro. As rodas são em liga leve, com aros de 17 polegadas. Os pneus são sem câmara, como nas motos maiores, e têm as seguintes medidas: 80/100 na dianteira e 100/90 na traseira.

A suspensão dianteira é convencional, com garfo telescópico e tubos de 30 mm de diâmetro. O curso é de 115 mm. A suspensão traseira tem dois amortecedores, com 87mm de curso e possibilidade de regulagens. O quadro é do tipo diamante, em aço, com motor fazendo parte da estrutura. O peso em ordem de marcha, abastecida, é de 128 kg. O visual inclui uma semicarenagem, com pára-brisa fumê, banco do tipo dois andares e várias partes pintadas em preto, para conferir mais esportividade.

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