Yamaha YBR 125 ED Factor - Plástica na popular

A moto utilitária e barata da marca japonesa passou por uma grande cirurgia, ganhando novo visual e até sobrenome. Mas, em vez de injeção eletrônica, continua o carburador

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postado em 19/10/2008 20:30 Téo Mascarenhas /Estado de Minas
O visual foi completamente alterado com destaque para o tanque redesenhado. Na dianteira, freios a disco, farol redondo e novo painel - Fotos: Beto Novaes/EM/D.A Press - 15/10/08 O visual foi completamente alterado com destaque para o tanque redesenhado. Na dianteira, freios a disco, farol redondo e novo painel
Lançada em abril de 2000, para ser uma espécie de tábua de salvação da Yamaha no mercado nacional, o modelo YBR 125 (que veio com a proposta de ser uma moto utilitária e popular, equipada com motor de quatro tempos) ainda não tinha sofrido nenhuma grande reforma, permanecendo inalterada, tanto no visual quanto na mecânica. Com isso, acabou perdendo terreno para a concorrência, especialmente pela entrada das diversas marcas chinesas e modernização das japonesas do segmento. A resposta da Yamaha tardou, mas chegou, com a nova YBR 125 2009, que ganhou novo visual, avanços técnicos e o codinome Factor.

A nova YBR 125 Factor ainda não veio com injeção eletrônica de combustível, como era esperado, causando uma certa decepção. Em seu lugar, adotou um novo e mais sofisticado carburador Mikuni, com segundo estágio a vácuo, sensor de posição da borboleta, para adaptação do ponto de ignição, conforme a exigência, e sistema que fecha o giglê quando o piloto tira a mão do acelerador, para economizar combustível. Com isso, a moto deve se manter como uma das disparadas campeãs de economia da categoria.

Pulmão
Ainda no campo técnico, a Factor ganhou novo CDI, além de novo escape, com duplo catalisador, para atender às novas e mais rigorosas exigências ambientais, em vigor a partir de janeiro de 2009. O novo sistema de escape acabou por roubar um pouco de potência do motor, equipado com o mais moderno comando de válvulas acionado por corrente. O modelo 2008 fornecia 12,5 cv a 8.000 rpm, enquanto o novo desenvolve 11,2 cv nas mesmas 8.000 rpm. Já o torque permaneceu praticamente inalterado: 1,19 kgfm a 6.500 rpm, para o modelo 2008, e 1,13 kgfm a 6.000 rpm, na Factor 2009.

No visual, as mudanças foram radicais, já que o modelo anterior estava completamente defasado e com aspecto antiquado. A plástica começa no tanque, com capacidade para 13 litros, que ganhou aletas laterais, deixando o modelo com aparência de um porte maior, além da semelhança com a prima maior Fazer 250. O pára-lamas dianteiro ganhou novo desenho, assim como as laterais, setas (iguais às da Lander 250) e rabeta mais afilada. O painel ganhou novo bloco, mais moderno e inclinado e inclui indicador de combustível.

Circulando
Andando no trânsito, ou parado nos sinais, a YBR 125 ED Factor, que é a top de linha (equipada com freio a disco na roda dianteira, partida elétrica e rodas em liga leve), foi a atração dos motoboys e também dos "particulares". Todos queriam saber da novidade e das novas formas, que impressionam, mesmo na pressa do sinal verde. Na hora de acelerar, um motor suave e redondo, bastante silencioso e o que é melhor: o torque que agora chega mais cedo, deixa a moto mais esperta, compensando a ligeira redução na potência. Fina e com bom ângulo de varredura do guidão, vence os engarrafamentos com muita facilidade. A posição de pilotagem não cansa, com o joelho encaixado, mas exige pernas ligeiramente mais dobradas.

O freio dianteiro a disco (245 mm) é eficiente e progressivo, embora só tenha um pistão, contra dois do modelo anterior. Também exclusivos do modelo ED são os pneus sem câmara, que transmitem mais segurança. O freio traseiro é a tambor (de 130 mm) e o câmbio tem cinco marchas. A suspensão dianteira é telescópica, com 120 mm. A traseira tem dois amortecedores reguláveis e 105 mm de curso. Ambas sofrem em nossas atapetadas vias. O modelo de entrada, K, com partida a pedal, freios a tambor e rodas raiadas tem preço sugerido em Belo Horizonte de R$ 6 mil. O modelo intermediário, E, que acrescenta partida elétrica, tem preço praticado de R$ 6,6 mil, e a ED, top, R$ 7,1 mil.

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