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Estado de Minas

Ducati Streetfighter 1100 - A bela e a fera

Com motor e quadro de superesportiva, mas figurino naked, moto tem comportamento e visual agressivos, sendo eleita a mais bonita do Salão de Milão, realizado em novembro


postado em 17/12/2008 20:40

Versão S tem controle de tração, rodas e suspensões especiais(foto: Fotos: Ducati/Divulgação)
Versão S tem controle de tração, rodas e suspensões especiais (foto: Fotos: Ducati/Divulgação)
Com uma vasta tradição em competições, a italiana Ducati produz, a partir da experiência acumulada nas pistas, uma das mais cobiçadas linhas de motocicletas superesportivas do mundo. Entretanto, para ampliar a gama de segmentos, também desenvolve outros tipos de motocicletas, como a nova Streetfighter 1100. Um modelo do tipo naked (com pouca carenagem), com visual agressivo, eleito pelo voto direto dos visitantes o mais belo do badalado Salão de Milão, na Itália, realizado em novembro.

A novíssima Ducati Streetfighter, ou Guerreira Urbana, chegará ao mercado mundial em março, ainda sem preço definido (estima-se algo em torno dos 20 mil euros na Europa), mas já com lista de espera, uma vez que o mercado de motocicletas sofisticadas e exclusivas praticamente não foi atingido pela crise financeira mundial. O modelo deverá ser importado oficialmente pelo representante da marca no Brasil, Grupo Izzo.

Herança
Para não fugir à regra e manter a tradição das pistas, a nova Streetfighter também conserva características nervosas, já que é derivada da superesportiva 1098 Superbike, da qual herdou o motor e o quadro. Para quem achar pouco, a marca oferece o modelo Streetfighter S, com suspensão profissional e regulável Ohlins na dianteira, com tubos de 43 mm de diâmetro e amortecedor único na traseira, do mesmo fornecedor, ancorado em monobraço de alumínio e rodas de liga leve Marchesini.
Escape tem dimensões avantajadas, com saída dupla lateral
Escape tem dimensões avantajadas, com saída dupla lateral

A versão S também está equipada com sistema de controle de tração, desenvolvido nas pistas, assim como o Ducati Data Analysis (DDA), que fornece um preciso diagnóstico do comportamento da moto, além de tempos de volta, para ser analisado no computador. Também emprega em várias partes componentes de fibra de carbono, reduzindo o peso a seco para 167 kg. O modelo standard vem com suspensões Showa e tem 169 kg de peso a seco.

Coração
O motor tem a tradicional marca registrada Ducati: arquitetura de dois cilindros inclinados a 90 graus e dispostos em L, com comando das quatro válvulas por cilindro do tipo desmodrômico (que continua preciso em altas rotações), refrigeração líquida e injeção eletrônica, que fornece 155 cv a 9.500 rpm e torque de 11,7 kgfm a 9.500 rpm. Para refrigerar o cilindro de trás, que fica escondido, foi adicionado um radiador, na parte inferior.

O quadro também obedece a tradição Ducati, construído em tubos de aço em forma de treliça. Os freios, para as duas versões, contam com dois discos de 330 mm na dianteira, mordidos por pinças Brembro radiais, de quatro pistãos. O freio traseiro tem 245 mm. No visual, um farol assimétrico, com painel digital e analógico em minicarenagem, além de uma espécie de limpa-trilhos atrás do radiador inferior, para abrigar o abafador. O escape tem duas enormes saídas paralelas e laterais.

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