Publicidade

Estado de Minas

BMW K 1300 - Um coração e três almas

Fabricante modernizou sua linha K, que ganhou motor ainda mais forte para impulsionar os modelos S, R e GT, de segmentos e utilizações distintos


postado em 24/12/2008 15:28

Sem carenagem, o modelo R tem os mesmos conjuntos mecânico e eletrônico das irmãs. Malas laterais e conforto aerodinâmico para a estradeira GT encarar viagens longas. Modelo esportivo (S) usa o mais potente motor BMW, de 175 cv(foto: BMW/Divulgação - 22/12/08)
Sem carenagem, o modelo R tem os mesmos conjuntos mecânico e eletrônico das irmãs. Malas laterais e conforto aerodinâmico para a estradeira GT encarar viagens longas. Modelo esportivo (S) usa o mais potente motor BMW, de 175 cv (foto: BMW/Divulgação - 22/12/08)
A linha K, da marca alemã BMW, está completando 25 anos. Quando foi lançada em 1983, os modelos eram equipados com motor de quatro cilindros em linha, em vez do tradicional boxer, com dois cilindros opostos, injeção eletrônica (ousadia para a época), refrigeração líquida e 987 cm³, saltando depois para 1100 cm³. A grande mudança veio em 2004, com os novos motores de 1200 cm³, não mais "deitados", mas inclinados a 55 graus e com 167 cv de potência.

Agora, lança a terceira geração, com os modelos 2009 S, R e GT, e coração vitaminado para 1300 cm³, além de muita eletrônica embarcada. O novo modelo S tem caráter radicalmente esportivo, com carenagem aerodinâmica e é a mais potente BMW de série nos 85 anos de história da montadora de Munique. O motor, com refrigeração líquida e injeção eletrônica, ganhou mais 136 cm³, pulando de 1.157 cm³, para 1.293 cm³, suficientes para produzir mais 8 cv, atingindo 175 cv a 9.250 rpm.

Esportiva
A experiência nas pistas, inclusive de Fórmula 1, foi aplicada no desenvolvimento do novo coração, que com a inclinação a 55 graus contribui para rebaixar o centro de gravidade e concentrar as massas, proporcionando melhor performance. O modelo S também conta com sistema ESA II, de segunda geração, que permite regular as suspensões de três modos distintos (normal, esporte e conforto), conforme o tipo de pilotagem e as condições do piso.

Há também sistema de controle de tração, que compara a rotação da roda dianteira com a traseira, percebendo quando ocorre a "patinada", reduzindo automaticamente a potência do motor. Porém, se o piloto desejar, pode desligar o recurso pelo comando no guidão. Para completar, pode ser equipada com controle automático de pressão dos pneus. De série vem com sistema ABS integral parcial e painel digital. O freio dianteiro também aciona o traseiro, que pode ser acionado isoladamente.

Roupa
O modelo R não tem roupa. É uma moto naked, sem carenagem, com muita personalidade, que utiliza praticamente a mesma mecânica e quadro, em vigas de alumínio, da irmã esportiva, também podendo ser equipada com a mesma eletrônica, mas tem o motor ligeiramente amansado para 173 cv. A suspensão dianteira é do tipo Duolever (como nas demais), que não afunda nas freadas, com 115 mm de curso. A suspensão traseira é do tipo Paralever, ancorada em monobraço, que também abriga o cardã, com 135 mm de curso.

O modelo GT (Gran Turismo), para viagens, tem, além da roupa, bolsas laterais, para a bagagem, computador de bordo e GPS. O pára-brisa pode ser ajustado em altura eletricamente e o banco (com altura regulável), tem aquecimento individual para piloto e garupa. O motor tem o mesmo conjunto mecânico das irmãs, assim como o quadro e a eletrônica, mas foi adaptado para 160 cv. O freio dianteiro, como nas irmãs, tem duplo disco de 320 mm, mas o traseiro é um pouco maior do que as outras. Os modelos vão ser importados oficialmente para o Brasil, mas ainda não foram definidos preços e datas.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade