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Estado de Minas

Honda GL Gold Wing 1800 - Feliz com a balança

Com airbag, freios ABS e bolsas de 147 litros, modelo é confortável em viagens e surpreendentemente fácil de pilotar, apesar do peso e do volume exagerados


postado em 07/01/2009 19:00

(foto: Fotos : Mário Villaescusa/Honda/Divulgação)
(foto: Fotos : Mário Villaescusa/Honda/Divulgação)
A gigantesca Honda GL Gold Wing, lançada em 1974, está completando 35 anos de estrada. A primeira versão foi apresentada com um enorme motor para a época, de 1.000 cm³, do tipo boxer, com quatro cilindros contrapostos. Mesmo assim, suas dimensões não pararam de aumentar. Em 1980, o motor saltou para 1.100 cm³. Oito anos depois, foi para 1.500 cm³ e, em 2001, ganhou seu atual formato, equipado com motor seis cilindros, também do tipo boxer, 1.832 cm³ e refrigeração líquida.

O aumento na cilindrada foi acompanhado na mesma proporção pelo volume do modelo, que ganhou um manequim GG, com adoção de grandes malas laterais e uma central, totalizando 147 litros de capacidade. Tem ainda enorme carenagem e para- brisa, reforçando sua vocação para longas e confortáveis viagens. A evolução da Gold Wing, ou Asa Dourada, também foi acompanhada pela incorporação de muita eletrônica embarcada e por inéditos sistemas de segurança.
Enormes dimensões não atrapalham piloto na hora das curvas
Enormes dimensões não atrapalham piloto na hora das curvas

Airbag
Em desenvolvimento desde 1990, o airbag só virou equipamento de série 16 anos mais tarde, quando foi instalado na Gold Wing. Conta com uma bolsa ainda maior do que a dos automóveis, com volume de 150 litros, que funciona a partir de quatro sensores independentes, instalados na suspensão dianteira, que detectam uma desaceleração súbita, enviando a informação para uma central, que determina o acionamento do sistema, para proteção do piloto em colisões frontais.

O sistema de segurança faz parte, como equipamento de série, do modelo importado oficialmente para o Brasil dos Estados Unidos, desde 2007. Também como itens de série estão o sistema de controle de velocidade, ou piloto automático, marcha a ré - para facilitar as manobras, já que só o peso a seco atinge respeitáveis 383 kg -, rádio, com sistema que aumenta o som conforme a velocidade e quatro caixas, faróis reguláveis eletricamente em altura, para-brisa regulável mecanicamente, além de quatro porta-luvas.

Mágica
As enormes dimensões, peso e volume aparentemente condenariam a pilotagem da Gold Wing. Entretanto, como mágica, basta por a moto em movimento, mesmo em baixas velocidades, que ela se equilibra suavemente. O milagre fica pôr conta da física, já que a posição do motor boxer (deitado) concentra e rebaixa o peso (mesmo princípio do boneco João Bobo), facilitando a pilotagem, que fica surpreendentemente ágil e prazerosa.

Para contribuir, o banco, do tipo sofá, fica a parcos 740 mm do solo, permitindo colocar os dois pés no chão. O motor é outra surpresa. Os seis cilindros, com 118 cv e 17 kgfm de torque, sobem rápido de giro, emitindo um som redondo, como tentação para "enrolar o cabo", esportivamente, apesar do excesso de lataria e das intimidadoras dimensões. A suspensão dianteira, com 140 mm, tem sistema antimergulho e a traseira, mono, com monobraço e 105 mm, tem 26 regulagens e duas memórias de ajuste. Os freios a disco param um caminhão e contam com sistema ABS e CBS, que distribui a frenagem nas duas rodas. Informações na rede Honda.

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