Aprilia Mana X 850 - Pensando no futuro

Ainda como moto-conceito, modelo de propostas revolucionárias tem câmbio automático, escapes de saída baixas, câmbio de sete marchas e visual agressivo

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postado em 14/01/2009 15:37 Téo Mascarenhas /Estado de Minas
Faróis estão empilhados e são do tipo canhão - Faróis estão empilhados e são do tipo canhão
Apresentada em 2007, a Aprilia Mana 850 trouxe novos e revolucionários conceitos. Com visual e formas de uma legítima motocicleta, incorporou o prático câmbio automático tipo CVT, típico dos scooters, juntando duas vertentes. Para os mais puristas, que não abrem mão de cambiar conforme sua conveniência e tipo de tocada, o sistema, com gerenciamento eletrônico, permite, por meio de botões no guidão, passar sequencialmente sete marchas definidas pelo fabricante. É que esse tipo de transmissão tem infinitas relações de marchas, sendo que podem ser definidos pontos para troca manual de marcha.

Além disso, reservou um espaço sob o falso tanque para abrigar capacete do tipo fechado. No fim de 2008, a italiana Aprilia, agora controlada pela também italiana Piaggio, mostrou o modelo Mana 850 GT, equipado com semicarenagem e freios ABS, voltada para viagens, e também o modelo Mana X, ainda sob a classificação de conceito. A nova Mana X herdou o motor e o câmbio da irmã, mas tem visual e proposta de uso completamente diferente.
Motor de dois cilindros em V, inclinados a 90 graus. Escapes baixos, com saída para a frente e outra para trás - Fotos: Aprilia/Divulgação Motor de dois cilindros em V, inclinados a 90 graus. Escapes baixos, com saída para a frente e outra para trás

Força
Na língua Maori, a palavra Mana quer dizer energia, potência, força da natureza. Com a nova Mana X, o significado fica ainda mais evidente. O modelo, projetado pelo argentino Miguel Galluzzi, que também desenhou a badalada linha Ducati Monster, por exemplo, incorpora o estilo das motocicletas do tipo Dirt Track (que competem em circuitos ovais de saibro nos Estados Unidos), despojadas, mas com personalidade. Pouca roupa, pneus largos, freios e motor fortes e vocação para proporcionar pilotagem divertida e prazerosa.

A caixa de marchas automática (batizada de Sportgear), assim como a embreagem, pode assumir três mapeamentos eletrônicos diferentes. Touring, para pilotagens mais tranquilas e passeios; Sport, para tocadas esportivas; e Rain, para pisos molhados e escorregadios, quando a força do motor deve ser entregue de maneira mais suave e progressiva. Tudo isso sem dispensar a possibilidade de o piloto comandar as trocas, pelo sistema de comandos no guidão.

Motor
O motor da Aprilia Mana X é de dois cilindros em V, com inclinação a 90 graus e 839,3 cm³ de cilindrada. A alimentação é por injeção eletrônica e a refrigeração, líquida. O propulsor tem quatro válvulas, duas velas por cilindro e fornece 76,1 cv a 8.000 rpm e torque de 7,45 kgfm a 5.000 rpm. Números suficientes para proporcionar bastante divertimento aos candidatos mais abusados. Para facilitar as manobras e a movimentação do piloto, o banco, como nas motos fora-de-estrada, é mais plano e fino e vai até quase o guidão.

Os freios são do tipo wave. Na dianteira, dois discos mordidos por pinças radiais. Há dois faróis tipo canhão na dianteira e leds na lanterna traseira. O para-lamas traseiro foi abolido e o dianteiro é bastante pequeno. O painel também é diminuto e fica quase na mesa. Já os escapes são baixos, sob o motor, e têm uma saída para frente e outra para trás com aberturas semelhantes a venezianas (Supertrap), que dão a curiosa impressão de estarem fechadas. O quadro é em treliça e a balança da suspensão traseira (com sistema de torção), em alumínio.

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