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Estado de Minas

Kawasaki brasileira - Verde por fora, amarela por dentro

Marca japonesa investe no Brasil, assumindo oficialmente a comercialização de seus modelos, além de construir fábrica em Manaus para nacionalizar sua linha


postado em 09/03/2009 13:12

Modelo KLX 110 com câmbio automático e limitador no acelerador(foto: Fotos: Kawasaki/Divulgação)
Modelo KLX 110 com câmbio automático e limitador no acelerador (foto: Fotos: Kawasaki/Divulgação)
A história das motocicletas Kawasaki, conhecidas por adotar a cor verde “cheguei” como marca registrada de seus modelos, não começa nem na terra, nem com duas rodas. Começa no mar, quando o fundador, Shozo Kawasaki, montou um estaleiro no Japão, em 1878, que cresceu vertiginosamente, passando a atuar também em outras áreas da indústria pesada, como siderurgia, construção de locomotivas, turbinas, aviação, etc. No inicio dos anos de 1950, também produziu motores de baixa cilindrada de dois e quatro tempos para equipar diversas outras marcas. Esta investida pela capacidade ociosa de suas fábricas no pós-guerra foi o indicador para também produzir motos.

Na verdade, as motos foram uma espécie de “bico”, que deu certo. Inicialmente, com a marca Meihatsu, a partir de 1961, e logo depois com a compra da tradicional marca Meguro. Os nomes foram abandonados em seguida para surgir as legítimas motos Kawasaki, em 1962. No Brasil, a Kawasaki atua desde 1973, fornecendo equipamentos pesados. As motocicletas, que fizeram muito sucesso com a linha Ninja, depois da liberação das importações, eram representadas por terceiros, que nunca tiveram sistema de abastecimento e, principalmente, de pós-vendas adequado, quase “afundando” a marca.

Para reverter a situação e tentar “limpar” o nome, a montadora veio oficialmente para o país. Desde outubro de 2008, a Kawasaki Motores do Brasil, com base em São Paulo, importa oficialmente seus modelos e pretende, a partir do segundo semestre, iniciar a produção, com a construção de uma fábrica em Manaus, com investimento de US$ 40 milhões. A rede de concessionárias vai crescer gradativamente até 2015 e atingir 30 revendas até o fim deste ano.

KX 250, própria para cross, tem quadro de alumínio e ponteira do escape em titânio
KX 250, própria para cross, tem quadro de alumínio e ponteira do escape em titânio
A Kawasaki do Brasil, além das motocicletas, lançadas progressivamente entre suas várias linhas, também vai comercializar, em uma segunda etapa, quadriciclos, jet skis, invenção de sua engenharia e que conquistaram mundo afora. Inicialmente, os modelos de grande porte, superesportivas, nakeds e custom, como as famosas Ninja ZX-10R, Ninja ZX-6R, Z-750 e Vulcan 900, por exemplo, fazem parte da linha inaugural, mas também as motos de baixa cilindrada, mais acessíveis, como as fora-de-estrada KX 65, KLX 110, KX 250 F e 450F, a KLX450 F e a Ninja 250 R, a badalada “Ninjinha”.

Pequenas
A KX 65, ao estilo motocross, é para pilotos mirins. Com motor de 64cm³, do tipo dois tempos, tem freios a disco, câmbio de seis marchas, refrigeração líquida, suspensão traseira mono, 60kg de peso abastecida e tanque para 3,7 litros. A KLX 110 tem motor do tipo quatro tempos refrigerado a ar, com câmbio automático de três marchas, de construção simples e resistente. Para maior controle dos pais, existe um limitador regulável no acelerador. Para pilotos maiores e mais ousados, a linha KX de cross também está disponível.

O modelo KX 250 tem motor de quatro tempos, escapamento em titânio, quadro em alumínio e apenas 104,5kg, já abastecida. O modelo KX 450, além do quadro em alumínio e escape em titânio, tem injeção eletrônica que dispensa a bateria. O modelo KLX 450 tem quadro e motor (amansado para maior força em baixa rotação) derivados da KX 450, mas partida elétrica, painel e farol. Já a badalada Ninja 250 R tem visual propositalmente parecido com as irmãs maiores e carenagem envolvente. O motor tem dois cilindros paralelos, 32cv de potência, refrigeração líquida, injeção eletrônica (o carburador ainda é usado em alguns mercados), e rodas com aros de 17 polegadas.

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