Aprilia RSV-4 Factory - Aparição fatiada

A superesportiva tem motor de quatro cilindros em V, com pouco peso e dimensões compactas, mas muita potência e eletrônica embarcada. Visual agressivo é destaque

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postado em 10/05/2009 17:52 Téo Mascarenhas /Estado de Minas
No visual, três faróis na dianteira e rabeta estreita - Fotos: Aprilia/Divulgação No visual, três faróis na dianteira e rabeta estreita
O lançamento do modelo comercial da superesportiva Aprilia RSV-4 Factory foi por etapas. Primeiro, foi mostrado o motor, que, depois de longos estudos, ganhou a arquitetura de quatro cilindros em V, com inclinação de 65 graus. Depois, no fim de 2008, foi apresentada a versão de competição, para disputar o mundial de Superbikes. E, finalmente, em março de 2009, foi lançada a versão comercial, de rua, da mais potente e cara motocicleta já produzida pela marca italiana de Noale. A nova RSV-4 Factory usa toda a tecnologia desenvolvida pela montadora, controlada pela Piaggio, em anos de competições, pelas pistas do mundo.

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O projeto da motocicleta consumiu três anos de testes e foi elaborado pelo badalado desenhista Miguel Galuzzi, que também criou a estilosa naked Ducati Monster, o que faz supor que em breve a nova motocicleta vai ganhar uma irmã sem roupa, para completar a família. Para disputar o mundial de Superbikes (a quinta etapa será disputada hoje, em Monza, na Itália), a montadora contratou o italiano de Roma Max Biaggi, o Mad Max, que já andou freqüentando o pódio. A versão de pista tem motor de cerca de 220 cv, mas a de rua tem "somente" 180 cv a 12.500 rpm.

Compacto
O motor com 999,6 cm³ tem quatro cilindros e dimensões bastante compactas, para favorecer a aerodinâmica e a concentração das massas, uma preocupação constante do projeto. O tanque de 17 litros foi quase todo deslocado para debaixo do banco e a distância entre-eixos é de apenas 1.420 mm, menor do que a da Honda Falcon 400, que tem 1.433 mm. Essa característica confere extrema agilidade ao modelo. Entretanto, para adaptar a motocicleta às diferentes condições de pista, seu projeto oferece diversas regulagens. Inclusive o inédito ajuste da geometria do quadro.
O escape, curto e baixo, ajuda a centralizar as massas
 - O escape, curto e baixo, ajuda a centralizar as massas

O piloto tem à disposição a também inédita regulagem da altura do motor em 10 mm, alterando o centro de gravidade. A geometria do quadro perimetral, construído em alumínio e que pesa somente 10,1 kg, igualmente pode ser alterada em 10 mm. A balança da suspensão traseira, em alumínio, ao estilo banana, herdada das pistas, as pedaleiras e o guidão também podem ser ajustados. O piloto praticamente veste a motocicleta conforme sua conveniência e condições de uso. Mas não é só. Da eletrônica também recebe uma ajuda substancial.

Eletrônica
O acelerador não tem cabos e é comandado por diversos sensores, que percebem as necessidades de maior rotação. O motor, com 16 válvulas de titânio, é alimentado por injeção eletrônica, com dois bicos por cilindro, e fornece um torque de 11,7 kgfm a 10.000 rpm. A potência e a força do motor podem ser controladas por três tipos de mapeamento, que ficam à disposição do piloto por meio de botões e embreagem com sistema antitravamento. Regulagens intermediárias também são possíveis, com a centralina acoplada ao computador. Nessa situação é possível ler diversos outros dados. Já o painel, além das funções normais, oferece tempos de volta com memória e luzinha para trocar de marcha, no câmbio de seis velocidades.

As suspensões são profissionais e amplamente reguláveis, da marca Ohlins. Na dianteira, canelas invertidas com 43 mm de diâmetro e 120 mm de curso. Na traseira, sistema mono, com 130 mm de curso. O amortecedor de direção também é regulável, da Ohlins. O freio dianteiro tem dois discos de 320 mm e pinças radiais monobloco Brembo de quatro pistãos. O freio traseiro tem 220 mm. Para reduzir o peso, de 179 kg a seco, partes do motor são em magnésio e as rodas, de 17 polegadas, forjadas em alumínio. O visual é agressivo. Na dianteira, nada menos do que três faróis e, na traseira, uma rabeta ao estilo motos de pista, somente com o essencial e escape de saída curta. A Aprilia RSV-4 Factory custa lá US$ 26.500 e só chegará aqui por importadores independentes, ainda sem preço definido.

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