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Estado de Minas

Honda XRE 300 - Um pé cá, dois lá

Novo modelo tem inédito motor de 300cm³, com injeção eletrônica, além de freio a disco nas duas rodas, visual bastante ousado e aptidão para rodar no asfalto e na terra


postado em 14/06/2009 19:04

Na cidade, conforto foi melhorado, com bancos em dois níveis e nova ergonomia
Na cidade, conforto foi melhorado, com bancos em dois níveis e nova ergonomia
Indaiatuba (SP) - A nova Honda XRE 300 chega com uma estranha missão: a responsabilidade de substituir não uma, mas duas motos. As falecidas Tornado 250 e Falcon 400. Para tanto, a engenharia da montadora queimou fosfato e adotou uma cilindrada entre as duas e uma proposta de utilização intermediária. O resultado é que a XRE 300 ficou muito mais para o asfalto do que para a terra, embora ainda seja um modelo on-off road, ou de uso misto. A mudança de rumo começou a ser determinada em 2006, com o lançamento do modelo exclusivamente fora de estrada, CRF 230, que já era produzida no Brasil, mas, até então, vendido somente para exportação.



Com sua chegada, houve a migração do consumidor de fora de estrada, que, por falta de opção, acabava adaptando a Tornado para o trail. Além disso, reposicionou naturalmente o restante dos consumidores da Tornado para uma utilização mais asfáltica. O problema é que em 2008 ela subiu no telhado, saindo de linha junto com a Falcon 400, por conta das mais rigorosas normas de controle de emissões da terceira fase do Promot, em vigor, desde janeiro. A equação vai se fechar com a entrada no mercado da XRE 300, a partir de agosto, para atender aos órfãos mais estradeiros da Tornado e também da Falcon, que, por sua vez, nem gostava muito de terra.

Veja mais fotos do XRE 300!

Asfalto
A XRE 300 ganhou características mais explícitas para uso na cidade e na estrada. O banco, em vez de liso, agora tem dois níveis, proporcionando mais conforto, assim como o tanque, de 12,4 litros, com encaixes para as pernas. O farol ganhou quase o dobro da potência, com lâmpada de 60W (facho alto). O guidão ficou mais alto e a chave de ignição agora tem sistema de proteção shutter-key. Além disso, o painel é totalmente digital, incluindo o conta-giros. Na traseira incorporou uma garupeira, com alças de apoio para o passageiro, já preparada para receber o urbano bauleto para transporte de bagagem e pequenas cargas.

O motor monocilíndrico, refrigerado a ar, com radiador de óleo e injeção eletrônica, quatro válvulas e duplo comando, é totalmente novo e também equipa a CB 300R. Porém, a potência de 26,1 cv a 7.500 rpm é minimamente menor (26,53 cv), em função dos escapes diferentes. O torque, de 2,81 kgfm a 6.000 rpm, é igual. Andando no asfalto não dá saudade da Tornado. O conforto é muito maior, além da melhor resposta do motor, embora o câmbio tenha passado de seis para cinco marchas, em função do aumento de torque. A contradição fica por conta dos pneus adotados: Metzeler Enduro 3 Sahara, bem apropriados para a terra.



Por outro lado, na terra os pneus montados em aros de alumínio de 21 polegadas na dianteira e 18 na traseira, pintados em preto, mostram mais intimidade. Outra característica fora de estrada é o escape de saída alta e as suspensões de longo curso. Na dianteira, garfo telescópico de 245mm de curso e, na traseira, sistema mono, com 225 mm de curso, em balança de alumínio. O pacote permite andar com bastante desenvoltura e prazer em estradas de terra e até encarar trilhas. Entretanto, em situações mais radicais, o banco em dois níveis dificulta a constante movimentação (fundamental nessa situação) e a pilotagem.
(foto: Fotos: Caio Mattos/Honda/Divulgação)
(foto: Fotos: Caio Mattos/Honda/Divulgação)

Além disso, o peso de 144,5 kg a seco, contra 134 kg da Tornado, é mais um significativo complicador. Outra diferenciação está no visual. Bastante ousado, tem duplo para-lama dianteiro, com parte superior bicuda e rígida, assim como aletas laterais, inadequados para um fora de estrada mais pesado. Na hora de pilotar, o conjunto farol, para-lama superior e painel são fixos e não viram junto com a roda, causando certa estranheza inicial. Para brecar, nenhuma surpresa, com freios bem modulados e precisos. Na dianteira, disco de 256 mm, com duplo pistão e, na traseira, outro disco (contra tambor da Tornado), de 220 mm. O quadro é em aço, tipo berço semiduplo. Serão três opções de cores: preto, vermelho e amarelo, todas metálicas, por preço sugerido, base São Paulo, sem frete e seguro, de R$ 12.890.

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(*) Viajou a convite da Honda

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