Suzuki - Ontem e amanhã

Exóticos modelos Biplane e Crosscage são exercícios de criatividade da montadora japonesa e apontam novas tendências e caminhos da marca

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postado em 08/07/2009 15:47 Téo Mascarenhas /Estado de Minas
Modelo Biplane é integralmente carenado e tem grande volume - Fotos: Suzuki/Divulgação Modelo Biplane é integralmente carenado e tem grande volume
A marca japonesa Suzuki está completando 100 anos. Uma das quatro gigantes das duas rodas nipônicas nasceu em 1909, em uma área completamente diferente. Fundada por Michio Suzuki, produzia equipamentos para a indústria têxtil. Como tantas outras indústrias japonesas, depois da 2ª Guerra Mundial, teve que reorientar sua atuação em função da forte crise econômica que assolou o país. Com um parque industrial já instalado e nenhum freguês no segmento de tecidos, seguiu a lógica de aproveitar seu maquinário e instalações, produzindo motos pequenas, para suprir a carência de transporte de um país em reconstrução.

O primeiro motor foi construído em 1952 e era um pequeno dois tempos de 36 cm³, para ser acoplado a uma bicicleta, batizado de Power free e logo melhorado para 60 cm³, dessa vez com o nome de Diamond free. O progresso foi tão acelerado que já em 1954 mudava a razão social para Suzuki Motor Company, deixando as antigas atividades definitivamente para trás, já produzindo ciclomotores. A primeira motocicleta, com motor de 125 cm³, viria em 1955. Era a Colleda, também com uma versão de 90 cm³ e totalmente baseada na alemã DKW 125 RT.

Amanhã
O tempo passou, a Suzuki ganhou asas, modelos altamente tecnológicos e sucesso nas competições. Para mostrar como seria parte de seu 'amanhã', mostrou, em 2007, no 24º Salão de Tóquio, alguns protótipos, indicando suas tendências. O modelo Crosscage, com tecnologia ainda em desenvolvimento de célula a combustível, que produz e usa o hidrogênio para fabricar energia armazenada em baterias para alimentar um motor elétrico, que toca o veículo, além do modelo Biplane. Um conceito futurista, com formas inspiradas nos aviões de duas asas e poderoso motor de quatro cilindros em V.
A Crosscage tem tecnologia de célula a combustível e quadro cruzado - A Crosscage tem tecnologia de célula a combustível e quadro cruzado

O Crosscage, desenvolvido em parceria com a empresa europeia Intelligent Energy, está mais avançado e pode virar veículo comercial com mais rapidez. O problema ainda é o custo bastante elevado da tecnologia, que impede sua popularização. O Crosscage tem um quadro em forma de X, ou seja, cruzado. Daí seu nome, que em uma tradução livre seria algo como quadro (ou gaiola) cruzado. Dentro dele, a célula a combustível, que produz energia limpa. Acoplado à roda, um motor elétrico, que tem um rendimento semelhante ao de uma moto de 125 cm³.

Avião
O modelo Crosscage tem ainda um sistema de suspensão dianteiro monobraço, freios a disco, rodas de liga leve e desenho futurista. Já o modelo Biplane usa motorização convencional, com quatro cilindros em V, parcialmente expostos. Classificado como conceito, foi novamente apresentado no Salão de Taiwan de 2009, tornando a atrair os holofotes e atenções. Totalmente carenada, tem grande volume. O painel digital fica na parte superior do tanque. O farol convencional foi substituído por fileiras de leds, separadas por uma grade central.

A inspiração é aeronáutica e as asas ficam por conta do guidão, com peças sobrepostas, como nos aviões de duas asas. As formas lisas, sem arestas, proporcionam mais aerodinâmica, como nos aeroplanos. A transmissão é por eixo cardã e o banco do tipo egoísta, com somente lugar para o piloto. As rodas são de liga leve e o freio dianteiro, enorme, do tipo perimetral. O escape fica embutido e camuflado na carenagem. O motor tem refrigeração líquida e injeção eletrônica, embora conserve as aletas para melhorar a refrigeração. A suspensão traseira é do tipo mono.

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