Yamaha YZF R-1 - Casa nova

Completamente reformulado, modelo 2010 chega oficialmente ao Brasil com novo motor, quadro mais compacto, construído em alumínio, e visual que se destaca pela robustez

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postado em 10/06/2010 10:43 Téo Mascarenhas /Estado de Minas
Fotos: Yamaha/Divulgação
Apresentada ao público no fim de 1997, já como modelo 1998, a superesportiva Yamaha YZF R-1 completa 12 anos de estrada, lançando sua sexta geração, que chega oficialmente ao Brasil via importação direta da montadora. O modelo foi completamente reprojetado, do motor ao quadro, passando peso visual. O novo coração, com 998cm³, manteve a arquitetura de quatro cilindros em linha, equipado com injeção eletrônica e refrigeração líquida, mas ganhou um fôlego diferente, por conta de um rearranjo de movimentação dos pistãos, batizado de crossplane, herdado da tecnologia das competições.

É o mesmo sistema usado pela moto M-1, que compete no Mundial de Motovelocidade com o campeão Valentino Rossi. Segundo a Yamaha, o crossplane proporciona um torque mais direto e linear. Os pistãos não trabalham mais aos pares, mas de forma alternada, gerando força o tempo inteiro. Se nas pistas a solução deu certo, para rodar nas ruas exigiu o emprego de muita eletrônica embarcada para domar a tropa. Pela primeira vez, a R-1 conta com gerenciador de motor, que atua na centralina, alterando o comportamento do motor, com três modos que podem ser selecionados pelo piloto conforme o piso ou tipo de tocada.

A gestão eletrônica do motor tem o modo standard, para rodar no dia a dia; o modo A para condução mais esportiva; e o modo B para uma pilotagem mais suave ou em pisos de pouca aderência. É que a cavalaria subiu de 180cv para 182cv a 12.500rpm e o torque passou de 11,5kgfm para 11,8kgfm a 10.000rpm, em relação ao modelo anterior. Com tanta potência disponível o tempo todo, a partir do novo arranjo do motor e apenas 184kg de peso a seco, outra providência teve que ser adotada para manter a dirigibilidade. Um amortecedor eletrônico de direção foi incorporado aos equipamentos de série, deixando o guidão mais suave.

Veja a galeria completa da Yamaha YZF R-1 2010!

Ainda no quesito eletrônica, cada vez mais presente, o acelerador conta com sensores em vez de cabos e os coletores de admissão têm altura variável, otimizando a aceleração em todas as faixas de giros. Um coração quase biônico, que agora conta com um esqueleto, ou quadro, mais compacto, tipo Deltabox, construído em alumínio, dentro da nova tendência mundial de centralizar e rebaixar as massas. Entretanto, contrariando a teoria, os escapes continuam com saídas altas, sob a rabeta. A novidade é que ganharam formato triangular e maior diâmetro, por conta dos abafadores e catalisadores, para atingir os níveis de ruídos e emissões exigidos.

Por conta disso e do novo visual da dianteira, mais largo e achatado, mantendo, porém, os faróis tipo olhos puxados, com lâmpadas canhão, a nova R-1 ganhou um aspecto mais rechonchudo, além de um ronco mais abafado e silencioso, que fez torcer o nariz dos ardorosos R-1 maníacos, que defendem de forma quase religiosa a esportividade do modelo, sua marca registrada frente à concorrência. Para amenizar essa sensação, pelo menos para os brasileiros, a Yamaha está trazendo apenas o modelo vestido de preto, que, segundo os estilistas, deixa o figurino mais esbelto, com preço sugerido de R$ 64.218, sem frete e seguro.

A nova R-1 chega apenas na cor preta, com preço de R$ 64.218, sem frete ou seguro - A nova R-1 chega apenas na cor preta, com preço de R$ 64.218, sem frete ou seguro


Mesmo com um ronco mais comportado e visual menos esquelético, a nova R-1 transpira velocidade. Para tanto, a medida do pneu traseiro foi alterada e é agora de 190/55, calçado em aro de liga leve de 17 polegadas. Mesma medida do aro dianteiro. Outro claro sinal foi o emprego da embreagem deslizante, própria para reduções radicais de marchas, sem comprometer a trajetória e as pedaleiras reguláveis, para melhor posicionamento do piloto. O freio dianteiro tem dois discos de 310mm de diâmetro, com pinça de seis pistãos. O traseiro tem disco de 220mm. A suspensão dianteira é invertida, com tubos de 43mm (um faz a compressão e o outro a extensão) e 120mm de curso. A suspensão traseira é do tipo mono, com 120mm de curso. Ambas reguláveis. Mais informações na rede autorizada.

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