Dafra Super 50 - Cinquentinha de volta

Com motor de 50cm³ e proposta de uso em deslocamentos curtos e a baixa velocidade, modelo é equipado com partida elétrica, painel completo e tem garupeira traseira

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postado em 19/08/2010 13:55 Téo Mascarenhas /Estado de Minas
Fotos: Dafra/Divulgação
A marca Dafra, instalada em Manaus, Amazonas, apresentou no início do mês o novo modelo Super 50, com preço sugerido de R$ 3.390. Uma motocicleta para uso estritamente urbano, adaptada para atender a legislação, que permite seu enquadramento como ciclomotor, classificado como veículo com motor de até 50cm³, e velocidade máxima de 50km/h. A montadora pretende atingir um expressivo segmento que necessita de transporte individual de baixo custo, em deslocamentos curtos, especialmente no interior do país, mas com o status e aparência de uma motocicleta, em vez dos ciclomotores e scooters tradicionais.

Na recente história da indústria motociclística nacional, a primeira moto fabricada em série foi a cinquentinha Yamaha RD 50, em 1975. Agora, a Dafra revive a categoria, mas com outro enfoque. O motor, que na RD era do tipo dois tempos, na Super 50 é do tipo quatro tempos. Com refrigeração a ar, 49,5cm³, duas válvulas e alimentação por carburador, o motor, disposto quase horizontalmente, desenvolve 3,0cv a 8.400rpm e torque de 0,286Kgfm a 4.800rpm. Números compatíveis com a proposta do modelo, mas que não permitem qualquer extravagância ou utilização fora do perímetro urbano. Ainda mais com a velocidade limitada a 50km/h.

LIMITE Para se tornar um ciclomotor perante a legislação, o CDI foi regulado para cortar o motor quando a velocidade atingir 50km/h. Na quarta e última marcha, por exemplo, o corte é feito a 7.800rpm e em terceira, a 9.800rpm. Para facilitar a vida do piloto, a embreagem é centrífuga automática, mas também foi regulada para reagir em rotação um pouco mais alta, permitindo arrancadas com o motor mais cheio, para compensar a baixa potência. Entretanto, segundo a fábrica, o consumo fica preservado e é capaz de atingir até 53km/l. Com essas características, a Dafra espera comercializar 10 mil unidades já em seu primeiro ano.

Para atrair o consumidor, focado especialmente no interior do Brasil e no Nordeste, onde veículos robustos, econômicos e de baixa cilindrada têm mais aceitação (a Honda POP 100, por exemplo, tem o maior mercado no Nordeste), a Super 50 não chega totalmente pelada, do tipo pé-de-boi. Ao contrário. Está equipada com partida elétrica (sem abandonar o pedal), painel completo, com conta-giros, hodômetro total e parcial e indicador de marcha engatada, além de velocímetro e luzes indicativas. Também vem de série com uma garupeira traseira para transporte de pequenas cargas e pedaleiras para o garupa ligadas ao quadro para evitar oscilações.

RETRÔ Apesar da possibilidade do garupa, a capacidade máxima de transporte, segundo a montadora, é de 150kg. Com tecnologia chinesa, a Super 50 tem o mesmo visual da irmã mais velha Super 100, já disponível no mercado. Linhas defasadas, lembram os modelos da década de 1960 e 1970. Os para-lamas são envolventes, o escape longo, o farol redondo e destacado e a lanterna traseira grande e retangular. O tanque comporta 9,9 litros e os freios são a tambor nas duas rodas. As suspensões são convencionais, com garfo telescópico na dianteira e dois amortecedores na traseira, com regulagem de pré-carga. As rodas são raiadas, com aros de 17 polegadas e pneus nacionalizados Rinaldi.

Para reduzir custos e simplificar a produção, o quadro é feito com chapas estampadas. De um lado, permite o barateamento, mas de outro, é mais sujeito à torções, especialmente nas curvas, comprometendo a estabilidade. Entretanto, com a proposta de baixa velocidade do modelo, seus efeitos ficam neutralizados. A baixa distância entre-eixos de 1.210mm proporciona agilidade. Já o banco, mais largo e a apenas 780mm do chão, oferece conforto para os deslocamentos de baixas distâncias. O farol tem lâmpada de 35W, o peso a seco é de 94kg e as cores oferecidas são o preto e o vermelho. Informações: Motovia (31) 3555-6000.

Estilo retrô lembra as motos dos anos 1970. Os freios são a tambor e o quadro em aço estampado - Estilo retrô lembra as motos dos anos 1970. Os freios são a tambor e o quadro em aço estampado

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