Honda Shadow 750 - A sombra clareou

Com formas mais leves e limpas, versão 2011 do charmoso modelo da marca japonesa também ganhou a opção do sistema de freios C-ABS e nova ergonomia de pilotagem

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postado em 04/01/2011 15:41 / atualizado em 04/01/2011 16:30 Téo Mascarenhas /Estado de Minas
Os para-lamas são mais curtos e pequenos, abandonando o estilo clássico -  Caio Mattos/Honda/Divulgação Os para-lamas são mais curtos e pequenos, abandonando o estilo clássico

Depois de seis anos de mercado, quando substituiu o modelo 600, em 2005, a Honda Shadow 750, versão 2011, chega reestilizada e também com a opção de freios C-ABS. A mudança no visual abandonou o estilo clássico e “pesado”, composto pelos para-lamas muito envolventes e plataformas para os pés, passando para formas claras, limpas e arejadas, com inspiração ao estilo mais esportivo, do tipo chopper. Para tanto, o modelo ganhou pedaleiras convencionais, sem as plataformas, novos para-lamas, mais curtos e pequenos, tanque de combustível diferente, banco e guidão. Além do visual, as alterações mudaram bastante a posição de pilotagem.

A nova Shadow 750 (sombra em inglês) chega aos concessionários em fevereiro, para substituir a antecessora, que vendeu 11 mil unidades, mantendo a mesma fórmula do motor, com a tradicional arquitetura de dois cilindros em V, inclinados em 52 graus. Equipado com injeção eletrônica e refrigeração líquida, o propulsor de 745cm³ de cilindrada, desenvolve 45,5cv a 5.500rpm e um torque de 6,5kgfm a apenas 3.500rpm. O bom torque aparece de forma “precoce” e permite a adoção de um câmbio de cinco velocidades, com transmissão final, por eixo cardã, evitando as constantes trocas de marchas, o que agrada ao consumidor do segmento, que aprecia força, mais do que velocidade.

Andando

Rodar com a nova Shadow 750 está mais fácil em função da nova ergonomia. A posição de pilotagem ficou mais “esportiva”, em relação ao modelo anterior, apesar desse conceito ser abominado pela filosofia da moto, mais adaptada para longos passeios sem muita pressa. É que as pernas ficam ligeiramente mais flexionadas com as novas pedaleiras, sem as plataformas, e o corpo mais para frente, com os novos bancos em dois níveis, guidão mais estreito e tanque (de 14,6 litros) mais baixo atrás. Em compensação, a distância entre-eixos aumentou em 16mm, passando para 1.655mm, melhorando o conforto nas retas e nas viagens.

 Caio Mattos/Honda/Divulgação


Outra mudança significativa foi a alteração da medida do aro dianteiro, que passou de 17 para 21 polegadas e agora é calçada pelo pneu 90/90, contra o antigo 120/90, mais uma vez mirando o conforto nas retas, já que curvas não são a sua praia, embora tenha ganhado um aspecto mais “esportivo”. Roda e pneus traseiros continuam os mesmos, com aro de 15 polegadas e o grosso pneu 160/80. O motor, também é o mesmo da versão anterior. Continua com a saúde e o fôlego em dia, especialmente em baixas rotações. Basta girar o acelerador, que responde vigorosamente, em função da faixa de torque, ajustada para rodar em ritmo de “paquera”, em baixas velocidades.

Breque

Outra importante modernização foi o sistema de freios C-ABS, vendido de forma opcional. A letra C (Combined, em inglês; ou combinado, em português) distribui a pressão da frenagem entre as duas rodas automaticamente, conforme as exigências, e provocou um benéfico efeito colateral: aposentou o antiquado sistema de tambor na roda traseira, que ganhou um disco de 276mm de diâmetro. A versão standard continua com o jurássico tambor de 180mm na traseira. Com o sistema C-ABS, a segurança aumenta bastante e transmite muita confiança, mas tem custo alto. A versão standard, tem preço sugerido de R$ 28.880. Com C-ABS, sobe para R$ 31.880, sem frete e seguro.

 Caio Mattos/Honda/Divulgação


Ainda no visual, a nova Shadow 750 está sem a grossa capa decorativa da suspensão dianteira, do tipo telescópica convencional, com 115mm de curso. Na traseira, os dois amortecedores, com cinco regulagens, também perderam as capas, mas continuam castigando os rins do piloto, com apenas 90mm de curso. O escape não perdeu seu cromado nem as saídas duplas e o som grave e agradável, um dos itens mais importantes para os clientes do segmento. Como tradição nas motos custom/chopper, o painel tem velocímetro em destaque e fica sobre o tanque, deslocando o bocal de abastecimento para a lateral. destaque. As cores oferecidas são preta e vermelha metálica.

(*) Repórter viajou a convite da Honda

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