No Brasil é montada em Manaus, Amazonas, em cooperação com a Dafra. O motor, com um cilindro, projetado pela BMW, mas executado pela austríaca Rotax, é produzido pela chinesa Loncin, em uma operação cada vez mais globalizada, e não recebeu alterações. As suspensões, porém, foram modificadas para melhor adaptação à nova proposta mais fora de estrada em relação à G 650 GS. Na dianteira, o sistema telescópico convencional, não invertido, com tubos de 41mm de diâmetro, teve o curso aumentado de 170mm para 210mm. A suspensão traseira, do tipo mono, ganhou amortecedor mais eficiente, com reservatório de nitrogênio e curso aumentado de 165mm para 210mm, além de possibilidade de fácil ajuste manual.
ANDANDO O pacote de alterações também incluiu mudanças nas rodas, que passaram a ser raiadas, em vez de liga leve.
O banco também ficou mais alto, subindo de 800mm para 860mm, com a possibilidade de chegar, opcionalmente, a 900mm de altura em relação ao chão, facilitando a ergonomia na hora de pilotar em pé. O motor com um cilindro, equipado com refrigeração líquida, injeção eletrônica e quatro válvulas, tem 652cm³ de cilindrada, fornece 48cv a 6.500rpm e um torque de 6,1kgfm a 4.500rpm. Torque e potência são generosos, fazendo a tocada no fora de estrada prazerosa, especialmente em estradas de pouco movimento, como a região entre Campos do Jordão, São Paulo e Monte Verde, em Minas Gerais, em plena Serra da Mantiqueira, onde o modelo foi avaliado, embora o peso em ordem de marcha, ou abastecida, na casa de 193kg, seja demasiado para encarar uma trilha mais radical.
FREIO Os freios do modelo, assim como na G 650 GS, contam com o sistema antitravamento ABS, que, porém, pode ser facilmente desligado por meio de um botão no guidão, com indicação no painel, para rodar na terra. Na roda dianteira, um disco de 300mm de diâmetro, e na traseira, um disco de 240mm de diâmetro.
Para rebaixar e centralizar as massas, o tanque de combustível fica sob o banco, com capacidade para 14 litros. O falso tanque abriga o filtro de ar e a parte elétrica. Falsa também é a dupla saída alta do escape. Na verdade só uma funciona, pois a outra abriga o catalisador e tem efeito meramente estético para compor o visual, que foi modernizado, ganhando um para-lama dianteiro alto e bicudo, com apliques de borracha no contorno. Para completar a transformação, a Sertão ganhou um protetor de motor para encarar eventuais impactos na utilização no fora de estrada, conhecido como peito de aço, só que em alumínio. O painel tem o conta-giros analógico em destaque. A cor é branca, com decoração azul.