"Jipão" das motos

Brutus 750: pé grande

Modelo pronto para encarar condições adversas de uso, como uma espécie de trator, também pode rodar no asfalto equipado com motor de um cilindro e câmbio CVT

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postado em 06/02/2013 13:15 / atualizado em 06/02/2013 13:24 Téo Mascarenhas /Estado de Minas
O visual é agressivo, misturando estilos - Brutus/Divulgacao O visual é agressivo, misturando estilos

Diferente dos modelos convencionais, a motocicleta Brutus 750, foi apresentada, ainda como conceito, durante o Salão de Milão, na Itália, em novembro do ano passado. A pretensão do inédito modelo é inaugurar um novo segmento que pode ser comparado com a filosofia dos enormes e sofisticados jipões da indústria automobilística, que oferecem conforto semelhante ao de um pacato sedã urbano, mas que também podem encarar um fora de estrada e são batizados de SUV, sigla em inglês de veículos utilitários-esportivos. A Brutus 750 incorpora aspecto agressivo, pneus enormes, do tipo “lameiro” balão para enfrentar terrenos encharcados, ou areia, como um trator, só que em uma embalagem mais contemporânea.

O responsável pelo projeto é o italiano Alessandro Tartarini, que, curiosamente, tem em seu currículo o desenho de pacíficos scooters. Por outro lado, tem as motocicletas em seu DNA, pois é filho de Leopoldo Tartarini, ex-piloto e fundador da marca Italjet, no fim da década de 1950, no Norte da Itália, famosa região onde nasceram diversas outras marcas consagradas de motocicletas, fruto da paixão e engenhosidade de seus criadores. Entretanto, a Brutus 750 vai ser produzida em escala comercial, com poucas modificações em relação ao modelo original, ainda no primeiro semestre deste ano, bem longe dali. Vai ser fabricada em Taiwan, do outro lado do mundo, em associação com produtores globalizados.

A intenção é oferecer um modelo utilitário, ao contrário das fora de estradas puras. Para tanto, conta com grandes pés, ou pneus, em rodas de liga leve. Do tipo sem câmera, Maxxis Bighorn, foram herdados dos quadriciclos, conferindo um aspecto diferente ao modelo, ajudando a justificar o batismo de Brutus. O motor de um cilindro, com 750cm³ de cilindrada, equipado com refrigeração líquida, quatro válvulas e injeção eletrônica de combustível, também foi herdado dos quadriciclos, reforçando a tese de uma motocicleta ao estilo SUV. A potência é de 45cv e o câmbio, do tipo CVT, mas com possibilidade de escolha de duas velocidades e uma marcha a ré, opcional. O modelo também oferece outros opcionais de serviço.

O quadro já vem preparado para receber e acoplar um side-car, aumentando bastante a capacidade de carga. Em países de clima frio, os pneus podem ser substituídos por esqui na dianteira e esteira de aço na traseira para enfrentar neve. Com os grandes pneus originais, funciona como um trator, embora não tenha tração nas duas rodas, como o antigo modelo americano Rokon, conhecido como moto-trator, do qual guarda uma distante semelhança. A potência mais baixa é compensada pelo torque mais elevado, que é o que conta nesse tipo de modelo. Em compensação, a grande robustez, necessária para encarar uma utilização sem tanto carinho, ou bruta, cobra seu preço na balança. O modelo pesa 220kg a seco.

Os freios são a disco nas duas rodas e o painel totalmente digital  - Brutus/Divulgacao Os freios são a disco nas duas rodas e o painel totalmente digital


Asfalto Apesar dos pneus mais apropriados para o fora de estrada, a Brutus está apta também para rodar no asfalto. O painel, por exemplo, é totalmente digital, como nas mais sofisticadas motos de rua. A iluminação conta com duplo farol na dianteira. O modelo está equipado também com setas e farolete para poder ser licenciado normalmente. Outro cacoete urbano da Brutus 750 é seu para-lamas dianteiro colocado rente à roda, enquanto nas fora de estrada puras fica bem alto, a uma grande distância. Além disso, a suspensão dianteira é do tipo invertida, com tubos de 43 milímetros, mas um curso bastante reduzido para um modelo todo terreno. Apenas 80 milímetros, compensado em parte pelos pneus do tipo balão, que ajudam no amortecimento.

A suspensão traseira é do tipo mono, com 100 milímetros de curso, mas com igual “ajuda” do pneu e a possibilidade de regulagens. A transmissão final é por corrente e o banco fica a 850 milímetros do chão. O quadro bastante robusto é um mono trave em aço, com acabamentos laterais. A porção fora de estrada tem complemento com o escape de saída alta, com ponteira da marca Arrow. Os freios são a disco nas duas rodas, com o formato “margarida”, que ajuda a dispersar impurezas e conta com pinças flutuantes. Curiosamente, contam com o mesmo diâmetro nas duas rodas: 260 milímetros. O preço ainda não está definido, mas estima-se que deve ficar entre 7 e 8 mil euros na Europa, sem os opcionais.

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