Ducati 1199 Panigale S - Adrenalina de série

A superesportiva alia alta potência e baixo peso, além de muita eletrônica em um conjunto compacto e harmonioso. Posição de pilotagem é digna de modelo de competição

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postado em 20/09/2013 08:39 / atualizado em 20/09/2013 08:59 Téo Mascarenhas /Estado de Minas


Fotos: Ducati/Divulgação
A italiana Ducati produziu o motor de dois cilindros de série mais potente do mundo, batizado de Superquadro, que fornece extraordinários 195cv, para equipar a superesportiva 1199 Panigale S, que chega ao Brasil oficialmente. A tradicional marca do Norte da Itália foi recentemente adquirida pela alemã Audi, que por sua vez é controlada pela Volkswagen. O modelo está sendo nacionalizado em Manaus, Amazonas, em cooperação com a Dafra. Um verdadeiro foguete terrestre, com tanta força bruta que para ser domesticado ou explorado sem piedade foi recheado de muita eletrônica no motor, nos freios, nas suspensões e até no painel.

 

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A avantajada musculatura, entretanto, não impediu o modelo de incorporar formas harmoniosas e fluidas, produzidas nas pranchetas da badalada escola italiana de desenho, que rendeu diversos prêmios de design desde que foi lançada em novembro de 2011. A fusão de potência e belas formas transformou a Panigale S em uma superesportiva cobiçada, em um segmento no qual as montadoras capricham para servir de cartão de visita. Nesta linha, a Panigale, que faz uma homenagem à cidade de Borgo Panigale, Região de Bologna, onde está instalada, usa os melhores componentes, dos mais sofisticados fornecedores mundiais em sua linha de montagem.

 

ANDANDO O piloto tem à sua disposição uma legítima sopa de letrinhas para facilitar a tocada. O motor conta com três mapeamentos. O modo Race explora toda a performance do motor. O Sport deixa o motor um pouco mais progressivo e o modo Wet reduz a potência para “apenas” 120cv, próprio para pisos de pouca aderência ou chuva. Conta ainda com controle de tração (DCT), assistente de troca de marchas, sem necessidade de desacelerar ou debrear (DQS), freio motor antitravamento (EBC), regulagem das suspensões (DES), freios ABS de competição e controle do painel (TFT), além de análise e armazenamento de dados (DDA), na tradução das respectivas siglas em inglês.

O painel é inteiramente digital e armazena dados de performance - O painel é inteiramente digital e armazena dados de performance


Na hora de acelerar, a posição de pilotagem é tipicamente esportiva, sem muitas concessões. O corpo fica curvado agressivamente, pronto para atacar as curvas, espécie de habitat do modelo. As dimensões reduzidas, a pouca largura em função do motor estreito e baixo peso facilitam bastante a constante movimentação necessária em uma tocada esportiva. O motor é bastante áspero em baixos giros, mas, à medida que as rotações vão subindo, a afinação vai junto e se transforma em música. O motor parece não ter fim e as retas acabam com uma rapidez que faz gelar a espinha. O alívio vem na hora de brecar, com impecáveis freios que desafiam os anjos da guarda e o juízo, aceitando abusos cada vez mais perto das curvas.

 

MANEQUIM O conjunto convida a acelerar. E o melhor: corresponde. Para os insatisfeitos, a Ducati tem a versão R, praticamente um modelo de competição, homologado para as ruas. Por outro lado, acaba de lançar o modelo caçula Panigale 899, para quem quer esportividade sem virar passageiro. Já o modelo 1199 Panigale S também é capaz de rodar nas ruas, mas combina mesmo com adrenalina. Para tanto, tem a melhor relação peso-potência. O motor de dois cilindros dispostos quase em L, equipado com o tradicional comando de válvulas desmodrômico, fornece 195cv a 10.750rpm e um torque de 13,5kgfm a 9.000rpm.


O peso a seco é de magros 164kg, com emprego de fibra de carbono e outros materiais nobres, resultando em espantosos 1,18cv para impulsionar cada quilo. Para dar suporte a tudo, o quadro, chamado de Monoscoscca, é uma espécie de manta de alumínio que abraça o motor, reduzindo peso. A suspensão dianteira é Ohlins, invertida com tubos de 43mm de diâmetro e 120mm de curso. A suspensão traseira mono, também Ohlins, é ancorada em monobraço, com 130mm de curso. Ambas reguláveis. O freio dianteiro tem duplo disco de 330mm, com pinças Brembo, monobloco radial de quatro pistãos. O traseiro tem 245mm. As rodas são Marchesini, o painel integralmente digital e o preço sugerido é de R$ 94.900.

Com emprego de materiais nobres, o peso a seco é de apenas 164kg - Com emprego de materiais nobres, o peso a seco é de apenas 164kg

 

 

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