Versão brasileira

Yamaha T-Max 530 chega em dezembro com foco nas grandes cidades

Com desenho e comportamento mais esportivo, esse scooter não dispensa as mordomias urbanas, como câmbio automático e porta-objetos embaixo do banco

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postado em 03/10/2013 15:03 Téo Mascarenhas /Estado de Minas

Com aros de 15 polegadas e pneus esportivos, encara curvas sem timidez - Sthephan Solon/Yamaha/Divulgação Com aros de 15 polegadas e pneus esportivos, encara curvas sem timidez


O scooter Yamaha T-Max 530 vai chegar ao mercado brasileiro em dezembro, importado oficialmente pela montadora da Itália. Inicialmente em doses homeopáticas, com apenas 180 unidades. Porém, o namoro é antigo, já que foi mostrado no salão das Duas Rodas de 2011 para sondar a receptividade, que se concretiza agora com o primeiro lote. E se a aceitação se confirmar, pode até ser montado aqui, reduzindo os custos. Muito populares na Europa, por exemplo, repleta de cidades medievais com ruas estreitas e trânsito cada vez mais restrito, os scooters ainda engatinham no Brasil. A situação, entretanto, vai mudando e a oferta de opções aumentando.

Lá como cá, o trânsito beira o colapso. Contudo, cá o transporte coletivo nos grandes centros urbanos também beira o caos, servindo como forte incentivo e fator de convencimento em direção aos urbanos e práticos scooters, inclusive em modelos maiores e mais sofisticados, exatamente como o Yamaha T-Max 530. Um segmento ainda em desenvolvimento, que começa a ter mais opções, e já tem, por exemplo, o Dafra Citycom 300 (a marca vai lançar outro modelo de 400cm³), os veteranos Suzuki Burgman 400 e 650, além da possibilidade de a alemã BMW trazer os modelos C 600 Sport e C 650 GT.

ESPORTIVA Líder em vendas na Europa, o T-Max foi lançado, em 2001, com uma proposta mais ousada e esportiva. A aposta emplacou e, em sua quarta geração, o motor foi aumentado de 500cm³ para os atuais 530cm³. O modelo também tem características parecidas com as das motocicletas nas soluções de engenharia. O quadro, por exemplo, tem dupla trave em alumínio, aumentando a rigidez e reduzindo o peso, como nas motos esportivas. O escape tem saída alta e fica destacado, igualmente como em algumas esportivas. Além disso, e o desenho da rabeta e o conjunto de luzes traseiras são inspirados na badalada superesportiva R-1 e o para-lamas dianteiro herdado da prima R-6.

Sthephan Solon/Yamaha/Divulgação


A esportividade, porém, não impede que o modelo também seja um dos preferidos do público feminino, mesmo com um túnel central mais alto que dificulta um pouco o embarque e desembarque, especialmente quando trajando saia. Para equilibrar a praticidade e conforto com esportividade, o para-brisa é regulável. Além disso, no escudo frontal há um porta-objetos com espaço para o celular. Já embaixo do banco existe um espaço em que cabe a bolsa, pequenas compras e até um capacete do tipo fechado. Só não é mais volumoso em função da posição do motor e das rodas em liga leve, ligeiramente maiores, com aros de 15 polegadas de diâmetro e pneus esportivos sem câmara.

FOGUETINHO O motor tem arquitetura de dois cilindros em linha, 530cm³ de cilindrada, refrigeração líquida e injeção eletrônica. A potência alcança 46,5cv a 6.750rpm e o torque máximo chega a 5,33kgfm a 5.250rpm. O T-Max acelera forte e arranca como uma moto (e até na frente) nos semáforos, por exemplo. Porém, a posição de pilotagem é relaxada e confortável, transmitindo a sensação de estar em um sofá veloz e com motor. As dimensões mais volumosas reduzem a agilidade no trânsito engarrafado, mas o câmbio automático do tipo contínuo (CVT) ameniza a situação. A transmissão final é feita por correia dentada, que dispensa manutenção.


Sthephan Solon/Yamaha/Divulgação


Andando com trânsito livre, o motor responde imediatamente, com um conjunto que não se intimida nas curvas. Com tanto fôlego, os freios são proporcionais. Na dianteira, dois discos de 267mm de diâmetro com pinças de duplo pistão. Na traseira, surpreendentemente, um disco maior, com 282mm de diâmetro. O sistema de freios ABS é de série. O painel é completo, com tela digital central separando dois relógios com velocímetro e conta-giros. A suspensão dianteira é convencional, não invertida, com tubos de 43mm e 120mm de curso. A suspensão traseira é do tipo mono, com 116mm de curso. O peso é de 217kg. O preço ainda não foi divulgado, mas vai ficar na casa de “salgados” R$ 40 mil.

O motor tem dois cilindros em linha e fornece 46,5cv - Sthephan Solon/Yamaha/Divulgação O motor tem dois cilindros em linha e fornece 46,5cv

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