Laranjinha apimentada

Feita para o asfalto, KTM Duke 200 apresenta desempenho e componentes de ponta

Com motor de 26cv e alto desempenho, suspensão dianteira invertida, quadro em treliça e formas vincadas e angulosas, KTM Duke 200 é divertida na pilotagem, mas exige giros altos

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postado em 18/06/2016 08:03 Téo Mascarenhas /Estado de Minas
KTM/Divulgação
A austríaca KTM, especialista em modelos do tipo fora de estrada, também está de olho nas motos de asfalto. Conhecida pela agressividade, inclusive expressa em seu lema, com a frase “ready to race” (pronta para competir), adota a nada discreta coloração laranja, marca registrada em quase todos seus modelos, além de desenvolver a participação no mundial de MotoGP em 2017, reforçando a estratégia de diversificação. Não só nos modelos de maior cilindrada, mas também nos menores, como a pequena naked Duke 200, que apresenta desempenho e componentes de ponta.

O modelo incorpora itens normalmente só presentes em outros maiores e mais sofisticados. A suspensão dianteira, por exemplo, é White Power invertida, com tubos de 43mm de diâmetro e 150mm de curso. A suspensão traseira, também com 150mm White Power, do tipo mono, fica ancorada em balança de alumínio. Mesmo componente do guidão e das rodas, com aros de 17 polegadas, medida adotada pelos modelos esportivos. Além disso, o quadro é do tipo treliça, em tubos de aço, que garante rigidez sem sacrificar o regime na balança.

KTM/Divulgação
ESTILO O resultado é um peso de apenas 129,5kg, mas com um efeito colateral traduzido no preço sugerido, de R$ 15.990. O visual também foge das formas tradicionais e linhas arredondadas. O estilo da Duke 200, assim como de toda linha KTM Duke, adota formas vincadas e angulosas, complementadas por um conjunto de farol em bloco vertical. A traseira é limpa, com ausência da ponteira do escapamento, que tem saída camuflada embaixo do motor, que conta ainda com uma capa de proteção inferior, ao estilo limpa-trilhos.

Janjao Santiago/KTM/Divulgacao
As tendências atuais também estão presentes na lanterna traseira e nas setas, com LEDs, e no painel, que é totalmente digital. Em tela única, tem, além das funções de praxe, computador de bordo, com dados de consumo, indicador de marcha engatada, temperatura do motor, conta-giros e a luzinha shift light, que indica o melhor momento para trocar as marchas, sem perder rendimento. Mais uma herança do DNA de competições da marca. Entretanto, a quantidade de informações em uma área reduzida acaba dificultando a leitura.

KTM/Divulgação
ANDANDO O compacto motor de um cilindro, equipado com refrigeração líquida, fala alto. Fornece 26cv a 10.000rpm e um torque de 1,95kgfm a 8.000rpm. Números compatíveis com modelos bem maiores, transformando a pequena Duke em um foguetinho muito divertido de pilotar. Porém, é necessário manter os giros mais elevados, fazendo o câmbio de seis marchas trabalhar mais. O corpo fica levemente inclinado para frente e o quadril encaixado no banco bipartido, em posição confortável, mas que estimula a atacar as curvas, processar a adrenalina e testar os limites.

O propulsor, porém, paga um pedágio pela característica de alto desempenho, transmitindo uma leve vibração. Outro cacoete esportivo. Os freios também seguem a linha, com um discão de 300mm na dianteira, equipado com pinça de ataque radial Bybre (subsidiária da Brembo), e outro de 230mm na traseira, que freiam com segurança e precisão. Contudo, somente a versão sem ABS é comercializada aqui. A KTM Duke 200 é montada em Manaus, Amazonas, em parceria com a Dafra, e oferecida nas cores branca e a tradicional laranja.

Tags: ktm naked asfalto austríaca fábrica dafra manaus KTM Duke 200 um cilindro

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