Passado no presente

Museu da Moto de Tiradentes conta com exemplares valiosos de diferentes marcas

Acervo valioso exposto na cidade mineira reúne motocicletas raras, nacionais e exóticas, contando a história da evolução das duas rodas ao longo das últimas décadas

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postado em 12/07/2017 16:49 / atualizado em 17/07/2017 16:26 Téo Mascarenhas /Estado de Minas


O Museu da Moto abriga 83 modelos distribuídos em uma área de 2.800 metros quadrados - Rômulo Provetti/Divulgação O Museu da Moto abriga 83 modelos distribuídos em uma área de 2.800 metros quadrados
 

Sem qualquer apoio oficial, Rômulo Filgueiras construiu o Museu da Moto em Tiradentes, em uma área de 2.800 metros quadrados, que inclui o espaço das motocicletas, amplo estacionamento, loja e café. Também estão nos planos miniaturas, uma biblioteca e acervo para consultas, além de oficina de restauração. É que para entender o presente e imaginar o futuro, é preciso conhecer o passado. E foi assim que surgiu a paixão, já que andava de moto mesmo antes de nascer, na barriga da mãe, que ia de moto na garupa do pai. A coleção reúne 83 modelos e mais 14 em restauração, que vão das décadas de 1920 a 1990, além de muitas curiosidades e modelos exóticos.

Moto trator Rokon, com tração nas duas rodas - Rômulo Provetti/Divulgação Moto trator Rokon, com tração nas duas rodas

A belga FN com 1,5cv, de 1909, por exemplo, considerado o modelo mais antigo do Brasil, além do celerífero francês de 1790, considerado o conceito das motos. A Draisiana, em homenagem ao barão alemão Karl Drais, de 1817, e que está completando 100 anos, sem motor, mas com regulagem de banco e a invenção do guidão para guiar. O acervo também conta com as motos nacionais, as que vieram com os imigrantes, modelos americanos, asiáticos e europeus, incluindo o Leste, com a então Tchecoslováquia, Rússia, Hungria, Alemanha Oriental e Bielorrússia, com marcas que ainda são produzidas e outras que já não existem mais.

 


Na década de 1920, os destaques são para a Triumph 500, de 1928, e a Sarolea 350, de 1929. Na década de 1930, a DKW 200, de 1935, é a representante. Na década de 1940, o modelo Royal Enfield 350 Bullet, de 1947, é o destaque. Os anos dourados de 1950 foram pródigos, com os modelos Ariel 500, de 1951, Zundapp 600, de 1950, Harley Davidson 1200, de 1948, Indian Chief 1200, de 1947, Vespas, Lambrettas, Jawas e a Salsbury, uma espécie de scooter que imitava carros. Da década de 1960, as japonesas aparecem com a Honda 125 dois cilindros, de 1969, a Honda CD 90, de 1964, a Yamaha A-1 125, de 1964, e a Suzuki A-100, de 1969.

Fabricada em São Paulo pela Brumana Pugliese, a Xispa 175, de 1973, era um misto de moto e Lambretta - Téo Mascarenhas/EM/D.A Press Fabricada em São Paulo pela Brumana Pugliese, a Xispa 175, de 1973, era um misto de moto e Lambretta
 

Ala das Hondas, incluindo a 32ª CG 125, que estrelou comercial com Pelé na década de 1970 - Téo Mascarenhas/EM/D.A Press Ala das Hondas, incluindo a 32ª CG 125, que estrelou comercial com Pelé na década de 1970

Da década de 1970, a Honda CG 125 (a 32ª da linha), a CD 250, a CB 50, de 1974, e as Yamaha RD 50 e 75, de 1975 e 1977. A nacional Xispa, de 1973, e as alemãs BMW R-90 (a primeira carenada esportiva) e as Suzuki GT 380 e 750 com três cilindros. Nos anos 1980 estão a Suzuki Katana (espada samurai) 750, de 1981, com quatro cilindros, e a Honda XL 250, de 1982. Nos anos 1990, o destaque é a BMW K-1 com ABS de série, e nos anos 2000, a Aprilia Moto 650, com motor Rotax, desenhada por Philippe Starck. Além disso, tem também a ala das espanholas, com destaque para a Montesa H6 360 fora de estrada. O museu fica na Avenida Israel Pinheiro, 35, (31) 99976-6777. Horário: das 10h às 18h. Entrada: R$ 10. Crianças não pagam.

Suzuki Katana 750, de 1981, leva o nome de espada japonesa, e tem banco integrado ao tanque - Téo Mascarenhas/EM/D.A Press Suzuki Katana 750, de 1981, leva o nome de espada japonesa, e tem banco integrado ao tanque

Suzuki GT 750, de 1975, equipada com motor três-cilindros dois tempos - Téo Mascarenhas/EM/D.A Press Suzuki GT 750, de 1975, equipada com motor três-cilindros dois tempos

A americana Salsbury, de 1947, precursora dos scooters, com acelerador no pé, imitava o desenho dos automóveis, e foram fabricadas menos de mil unidades - Téo Mascarenhas/EM/D.A Press A americana Salsbury, de 1947, precursora dos scooters, com acelerador no pé, imitava o desenho dos automóveis, e foram fabricadas menos de mil unidades

Relíquia histórica: o celerífero, de 1790 - Rômulo Provetti/Divulgação Relíquia histórica: o celerífero, de 1790

O estilo custom da Indian Chief 1200, de 1947 - Rômulo Provetti/Divulgação O estilo custom da Indian Chief 1200, de 1947

As Vespas representaram a era do %u201Cpaz e amor%u201D, marcando época - Téo Mascarenhas/EM/D.A Press As Vespas representaram a era do %u201Cpaz e amor%u201D, marcando época

Triumph 500, de 1928 - Rômulo Provetti/Divulgação Triumph 500, de 1928

A inglesa Royal Enfield Bullet 350, de 1949 - Rômulo Provetti/Divulgação A inglesa Royal Enfield Bullet 350, de 1949

A italiana Aprilia Motó 650, de 2000, projetada pelo badalado arquiteto francês Philippe Starck, vencedor de vários prêmios de design - Téo Mascarenhas/EM/D.A Press A italiana Aprilia Motó 650, de 2000, projetada pelo badalado arquiteto francês Philippe Starck, vencedor de vários prêmios de design

Honda CB 125, com motor de dois cilindros, de 1969 - Téo Mascarenhas/EM/D.A Press Honda CB 125, com motor de dois cilindros, de 1969

Ala das Yamaha RD 50 e 75, de 1975 em diante, as japonesas pioneiras no Brasil - Téo Mascarenhas/EM/D.A Press Ala das Yamaha RD 50 e 75, de 1975 em diante, as japonesas pioneiras no Brasil
 

Tags: museu motos tiradentes antigas reliquias honda yamaha triumph suzuki teo mascarenhas

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