Na onda das releituras dos clássicos, Kawasaki Z900RS chega ao Brasil no segundo semestre

Com estilo de época, modelo revive a história de uma das motocicletas mais cobiçadas da marca, mas com tecnologia atual

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postado em 18/01/2018 12:21 / atualizado em 18/01/2018 12:53 Téo Mascarenhas /Estado de Minas
Kawasaki/Divulgação

Apresentada no Salão de Tóquio, em outubro do ano passado, a Kawasaki Z900RS aterrissou em São Paulo apenas um mês depois para ser exibida no Salão Duas Rodas. Entretanto, o modelo só estará oficialmente em nossas ruas no segundo semestre, quando iniciarem as vendas (ainda sem preço definido) na rede autorizada. A moto é uma releitura da emblemática Z1 900, que assombrou o mundo quando foi apresentada em 1972. O design retrô segue uma tendência mundial de multiplicação de versões com um pé no estilo clássico.

Curiosamente, o sucesso da Z1 pode ser atribuído a outro modelo. É que a engenharia da Kawasaki preparava ainda nos anos 1960 o lançamento de um grande modelo esportivo (para a época), com motor de 750cm³ de cilindrada, quando a rival Honda apresentou (coincidentemente) no Salão de Tóquio de 1968 a icônica CB 750, revolucionando o mercado mundial. Desta forma, a estratégia da Kawasaki foi desenvolver um novo projeto, aumentando o motor para 900cm³, com quatro cilindros em linha e, pela primeira vez, duplo comando de válvulas.

Kawasaki/Divulgação

SUCESSO Imediatamente o modelo virou referência no segmento e objeto de desejo, inclusive no Brasil, onde desfilou nos anos 1970. O novo modelo Z900RS tenta recriar este clima com um desenho extremamente semelhante, mas usando tecnologia bastante atual. Neste embalo, a montadora japonesa também recriou a Z900RS na versão Café Racer, equipada com pequena carenagem de farol e decoração tradicional na cor verde “cheguei”, característica da marca. Na época o modelo também fez sucesso em competições, mas sua versão não está confirmada para o Brasil.

Kawasaki/Divulgação

A base mecânica da nova Z900 RS é a mesma do modelo naked Z900, já comercializado no Brasil, mas com adaptações para a nova forma de utilização. O motor de quatro cilindros em linha e 948cm³ de cilindrada ganhou ajustes no cabeçote, incluindo comando de válvulas e taxa de compressão, para ficar mais progressivo. A potência, que no modelo original de 1972 atingia 82cv, saltou para 111cv na RS atual, e o câmbio de cinco velocidades agora conta com seis marchas e embreagem deslizante.

Versão Café Racer tem carenagem no farol - Kawasaki/Divulgação Versão Café Racer tem carenagem no farol

MUDANÇAS Em relação à Z900, da qual herdou o conjunto mecânico, a RS perdeu 14 cv. Por outro lado, a eletrônica embarcada conta com recursos como controle de tração, que pode ser desabilitado, e dois modos de pilotagem para diferentes condições de piso e forma de tocada. Tecnologia também nas suspensões. Na dianteira, garfo invertido, com 119,4mm de curso e possibilidade de regulagens. Na traseira, sistema mono (ao contrário do modelo original, com duplo amortecedor), com 139,7mm de curso e ajustes na pré-carga.

Modelo pioneiro também tinha pintura em dois tons - Kawasaki/Divulgação Modelo pioneiro também tinha pintura em dois tons

Também com tecnologia atual, as rodas são em liga leve, com aros de 17 polegadas, equipadas com freios a disco (duplo na dianteira e simples na traseira) e sistema ABS. O visual mantém o desenho original, com banco em um nível, pintura em duas cores, farol redondo e painel semelhante ao pioneiro, com dois relógios e uma “intrusa” tela digital. Intrusa também a iluminação em Led. A posição de pilotagem, porém, conserva o estilo de época, com guidão mais largo e mais alto, proporcionando maior conforto.

Tags: vrum estado de minas teo mascarenhas kawasaki z900rs

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