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Suzuki GSX-S1000 2021: guerreira urbana com pouca carenagem e muito estilo

O banco em dois níveis a apenas 810mm do solo ganhou novo desenho, e o guidão ficou 23mm mais alto - Foto: Suzuki/Divulgação 

A nova Suzuki GSX-S1000 chega ao mercado global a partir deste mês. No Brasil, o modelo já está presente em sua geração anterior, porém, o desembarque da nova linha ainda não tem data definida. Lançada em 2005, a primeira GSX-S1000 usava o motor da superesportiva GSX-R1000 devidamente ajustado e amansado para as novas funções de uma naked, para rodar também nas cidades. A badalada sigla GSX-R trocou o R, de Racing, pelo S, de Sport, incluindo na transformação a exclusão das carenagens e uma posição de pilotagem mais amigável.


O modelo, com utilização mais versátil, ganhou uma faixa de torque mais ampla, em vez de entregar somente potência. A nova geração manteve a arquitetura de motor com o tradicional quatro cilindros em linha, novamente retrabalhado para atender as normas de emissões cada vez mais severas. As várias alterações internas e também no sistema de escapamento resultaram, porém, em um acréscimo de 2cv na potência, passando de 150cv a 10.000rpm para 152cv a 11.000rpm.
O freio traseiro tem disco simples, mas com ABS, assim como o dianteiro - Foto: Suzuki/Divulgação


TORQUE O torque passou de 11,02kgfm a 10.500rpm para 10,82kgfm a 9.250rpm. Uma ligeira redução em relação à versão anterior, compensado com um arco de rotações que exige menos giros para maior eficiência, melhorando as retomadas e a pilotagem em condições mais travadas, como no trânsito urbano, por exemplo. Desta forma, a nova geração da naked GSX-S1000 ganha ares de streetfighter, ou guerreiro urbano.

Com 999cm³, equipado com arrefecimento líquido, o propulsor também aprimorou os recursos eletrônicos.

O painel em tela LCD tem todas as informações em conta-giros em forma de arco de barras - Foto: Suzuki/Divulgação


Com acelerador eletrônico e embreagem deslizante, a GSX-S1000 conta com três mapas de motor. O modo A (Active) garante toda a força e desempenho. O modo B (Basic) deixa a entrega de potência mais progressiva. O modo C (Confort) aumenta a suavidade nas respostas, para rodar em pisos com pouca aderência, ou molhado. O controle de tração, que evita o destracionamento da roda traseira, tem cinco níveis e também pode ser desligado. O pacote eletrônico Suzuki Intelligent Rider System (SIRS) tem ainda quick shifter bidirecional e controle de rotações em baixa velocidade.
Os novos faróis em LED são empilhados, em formato trapezoidal, conferindo aspecto radical - Foto: Suzuki/Divulgação


VISUAL A mudança no bloco óptico frontal foi radical. Em vez do farol de formato escudo mais tradicional anterior, a nova GSX-S1000 ganhou dois pequenos faróis em LED empilhados em formato trapezoidal, muito mais agressivos.

Também há uma diminuta luz de posição e setas retangulares, ambas em LED, assim como o farolete. As abas laterais no novo tanque de linhas mais retas, com capacidade aumentada para 19 litros, também são novas. Na ergonomia, o banco em dois níveis a apenas 810mm do solo ganhou novo desenho, e o guidão ficou 23mm mais alto.

O motor de quatro cilindros em linha entrega 152cv e 10,82kgfm de torque - Foto: Suzuki/Divulgação


O painel também é novo. Em tela LCD, com iluminação regulável, é bastante completo e inclui um diferente conta-giros em barras que descreve um arco de 180 graus na aceleração. A suspensão dianteira invertida Kayaba tem tubos de 43mm de diâmetro, derivada do modelo GSX-R1000. A suspensão traseira é do tipo mono. Ambas reguláveis. O quadro em dupla trave de alumínio também é baseado na GSX-R1000.

O freio dianteiro conta com dois discos de 510mm tem pinças Brembo monobloco de quatro pistões. O freio traseiro tem disco simples. Ambos com ABS.

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