Publicidade

Estado de Minas

Na onda dos muscle cars

Versão conversível do Ford Fairlane de 1967 tem estilo totalmente americano, com linhas retas e muitos detalhes cromados. Motor V8 desenvolve 200 cv de potência


postado em 23/07/2006 12:40

Modelo tem dimensões generosas, superfícies lisas e, sem a capota, fica com aspecto ainda mais esportivo(foto: Marlos Ney Vidal/EM)
Modelo tem dimensões generosas, superfícies lisas e, sem a capota, fica com aspecto ainda mais esportivo (foto: Marlos Ney Vidal/EM)
A Ford lançou o Fairlane, em 1955, nos Estados Unidos, e em pouco tempo o modelo ajudou a melhorar os números da marca no mercado. Em 1962, o cupê de duas portas sofreu mudanças de estilo e, com ele, a Ford entrou no segmento dos muscle cars. O Fairlane era mais leve que o Galaxie, mas usava motores semelhantes, o que lhe garantia boa performance e bons resultados em competições. Ao longo de sua história, o Fairlane ganhou diferentes versões de motor V8, com potências que variavam de 170cv a 425cv. Em 1966, a Ford apresentou o novo conversível, que preservava algumas semelhanças com o Galaxie, mantendo o marcante estilo americano.

O cirurgião plástico e colecionador de antigos Rodrigo Lacerda é dono de um Ford Fairlane 500 XL, de 1967, um cupê conversível de duas portas e quatro lugares, de dimensões generosas. O carro tem na frente uma ampla grade cromada e faróis duplos redondos dispostos na vertical. Rodrigo revela que, a partir de 1968, os faróis duplos passaram a ser montados na horizontal. O desenho é caracterizado por linhas retas e superfícies planas, sendo que, nas laterais, largos frisos cromados se destacam.

A traseira também tem ângulos retos e discretas lanternas verticais e a capota de vinil pode ser facilmente recolhida e escondida em um compartimento atrás do banco traseiro. O carro tem seu charme com ou sem a capota. Rodrigo conta que as características marcantes desse Fairlane são os bancos dianteiros individuais e o câmbio manual de três marchas, com alavanca no assoalho.

ORIGINAL
As linhas da traseira, com pequenas lanternas dispostas na vertical, lembram o Ford Galaxie. Já o painel tem um grande velocímetro horizontal(foto: Marlos Ney Vidal/EM)
As linhas da traseira, com pequenas lanternas dispostas na vertical, lembram o Ford Galaxie. Já o painel tem um grande velocímetro horizontal (foto: Marlos Ney Vidal/EM)

O cupê é todo original e está em ótimo estado de conservação. O interior é revestido em curvim, inclusive o painel, que tem um grande velocímetro horizontal, relógio e marcador de nível de combustível. O banco traseiro é inteiriço e confortável e o porta-malas é razoavelmente grande para um modelo que tem pretensões esportivas.

Outro destaque desse Fairlane é o motor 289, um V8 de bloco compacto, que gera cerca de 200cv de potência máxima, o suficiente para proporcionar bom desempenho. Mas, para Rodrigo, o ponto alto desse motor é seu ruído de funcionamento. E realmente basta acelerar que o ronco do motor chama a atenção, começando com um timbre mais suave e chegando a gritar em altas rotações.

Seguindo o estilo americano, o Fairlane tem rodar extremamente macio, garantindo total conforto aos ocupantes. De acordo com as pesquisas feitas pelo colecionador, em 1967 foram produzidas 1.963 unidades do modelo conversível. Ele afirma que no Brasil existem duas unidades: a dele e outra de um colecionador de São Paulo.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade