Publicidade

Estado de Minas

Puro charme britânico

Marca inglesa MG, iniciais de Morris Garages, produziu belos modelos esportivos, a partir da década de 20. Colecionador mineiro tem um impecável Midget TD 1952.


postado em 24/07/2006 10:24

Linhas aerodinâmicas do MG TD são enfatizadas pelos pára-lamas em forma de onda e a frente é marcada por vários itens cromados, como grade, pára-choque e faróis(foto: Marlos Ney Vidal/EM)
Linhas aerodinâmicas do MG TD são enfatizadas pelos pára-lamas em forma de onda e a frente é marcada por vários itens cromados, como grade, pára-choque e faróis (foto: Marlos Ney Vidal/EM)
O criador da marca foi Cecil Kimber, que, em 1922, assumiu a direção-geral da Morris Garages, com sede em Oxford. Para incrementar as vendas da marca, Kimber montou, sobre os chassis de alguns Morris, carrocerias com estilo mais agressivo e esportivo, produzindo os primeiros modelos com a denominação MG. As vendas foram iniciadas em 1923 e, em pouco tempo, os MG já faziam sucesso, justificado também pelo baixo preço do carro. No Brasil, foram feitas réplicas do modelo inglês: o MP Lafer, com mecânica VW, e o MG Avalone, com mecânica Chevrolet.

Os primeiros modelos de Oxford tinham motor quatro cilindros Hotchkiss, com grandes rodas raiadas e câmbio de três velocidades. Com o aumento da produção, a fábrica teve que ser transferida para um estabelecimento maior, em 1927. Vieram em seguida os bons resultados nas pistas, com importantes vitórias de carros MG em competições internacionais.

Depois da Segunda Guerra Mundial, a MG lançou o Midget TC, que fez relativo sucesso no exterior. Em 1949, foi a vez do MG TD, que tinha suspensão dianteira independente e sistema de direção com cremalheira. Foram feitas mais de 30 mil unidades do TD e sua longa permanência no catálogo da marca provocou o declínio das vendas. Por isso, o TD foi redesenhado, dando lugar ao TF em 1953.
Capota de lona fica guardada atrás dos bancos e o estepe é fixado na traseira, detalhe comum na época. Já o painel feito em raiz de nogueira e bancos revestidos em couro (foto: Marlos Ney Vidal/EM)
Capota de lona fica guardada atrás dos bancos e o estepe é fixado na traseira, detalhe comum na época. Já o painel feito em raiz de nogueira e bancos revestidos em couro (foto: Marlos Ney Vidal/EM)

SOFISTICAÇÃO

Um colecionador de antigos de Belo Horizonte tem entre suas raridades um MG TD de 1952. O carro encanta por seu desenho, que mistura linhas clássicas e esportivas. A frente é marcada pelos cromados da imponente grade, pára-choque e o conjunto de faróis. Os longos pára-lamas em forma de onda são marca registrada do modelo de duas portas e dois lugares. As rodas raiadas foram usadas no modelo TC até 1949 e os TD tinham rodas de ferro com furos.

O carro do colecionador mineiro é todo original e preserva o acabamento interno em couro e a charmosa capota de lona. Outro toque de sofisticação do modelo é o painel, feito em madeira raiz de nogueira. O volante de três raios e os instrumentos do painel enfatizam o estilo esportivo.

O motor é um quatro cilindros de 1.250cm³ de cilindrada, que desenvolve 55cv a 5.200rpm. Tem bom torque e, associado ao câmbio de quatro marchas (1ª e ré não-sincronizadas), proporciona bom desempenho. É um carro que garante o prazer de dirigir, com arrancadas rápidas e poucas trocas de marchas. Chega fácil aos 120km/h, mas não é recomendável abusar, já que estabilidade não é seu ponto forte, apesar de ter amortecedores de dupla ação.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade