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Estado de Minas

Traseira pontuda

Destaque do encontro de antigos de Juiz de Fora foi o Mercedes-Benz 220S, um conversível de 1958 conhecido como Ponton, que ganhou o prêmio "Best of Show"


postado em 22/08/2006 11:30

Modelo alemão impressiona pelas linhas robustas e detalhes de sofisticação, como a imponente grade dianteira cromada, com a estrela da marca no alto da moldura. Já a traseira pontuda deu ao modelo aspecto mais alongado.(foto: Fotos: Marlos Ney Vidal/EM - 3/8/06)
Modelo alemão impressiona pelas linhas robustas e detalhes de sofisticação, como a imponente grade dianteira cromada, com a estrela da marca no alto da moldura. Já a traseira pontuda deu ao modelo aspecto mais alongado. (foto: Fotos: Marlos Ney Vidal/EM - 3/8/06)
Depois da 2ª Guerra Mundial, a Mercedes-Benz investiu na reconstrução da sua imagem. Novos modelos foram apresentados e a marca passou a ser vista como símbolo de robustez, conforto e confiança. A Série 220, linha de carros de entrada da marca, fez grande sucesso na época e era oferecida com carrocerias sedã quatro portas, cupê e conversível. Ganhou o nome de Ponton, porque foi o primeiro modelo Mercedes-Benz com o porta-malas destacado horizontalmente. Com isso, a traseira ficou mais pontuda.

Até 1958, os motores da Série 220 foram equipados com carburador. Em 1959 e 1960, últimos anos de produção do modelo, foi lançado o 220 SE (o E vem de einspritz, que, em alemão, significa injeção). O motor era dotado de injeção mecânica. Na época, diziam na Alemanha que o 220 SE era o carro de médico, pela referência à injeção. O sedã 220 foi produzido em larga escala, com motor diesel, e era muito usado como táxi na Europa.

O melhor

No encontro de carros antigos de Juiz de Fora, no fim de semana, o troféu Best of show foi para um Mercedes-Benz 220 S de 1958, que pertence a um colecionador mineiro. O conversível de duas portas foi importado dos Estados Unidos em condições lastimáveis de conservação, mas, depois de dois anos de trabalho de restauração, recuperou todas as características originais, inclusive os pneus diagonais de faixa branca.
Motor de 110 cv garante bom desempenho. Já o painel tem acabamento em madeira e velocímetro horizontal, além de cromados.
Motor de 110 cv garante bom desempenho. Já o painel tem acabamento em madeira e velocímetro horizontal, além de cromados.

Trata-se de um automóvel robusto, com linhas suavemente arredondadas e uma imponente grade cromada na dianteira. A traseira pontuda e alongada abriga um porta-malas de boa capacidade. O interior tem acabamento primoroso, com detalhes em madeira e cromado. O velocímetro tem ponteiro vertical que desliza horizontalmente. Completam a sofisticação bancos forrados em couro de alta qualidade.

Espaço interno

O entre-eixo do conversível é mais curto do que o do sedã, o que limita o espaço no banco traseiro. A capota de lona pode ser recolhida e guardada em compartimento atrás do encosto do banco traseiro, o que também ajuda a reduzir o espaço interno. O motor 2.2 litros, de 110cv de potência, tem dois carburadores, única diferença dos similares da época. O câmbio de quatro marchas tem alavanca na coluna de direção. A Mercedes oferecia como opcional a embreagem automática, denominada Hydrac, mas o modelo do colecionador mineiro não está equipado com o sistema.

O Mercedes-Benz 220 S combina elegância com robustez e sua suspensão proporciona duas sensações distintas: o carro tem rodar macio, confortável, mas a estabilidade não é seu ponto forte. Todo cuidado é pouco em curvas, já que, além da suspensão traseira perigosa, os pneus diagonais também ajudam a complicar as coisas para o motorista.

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