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Estado de Minas

Detalhes da pequena maravilha

Livro escrito por Paulo Cesar Sandler conta a história da DKW, marca alemã que iniciou a produção de seus modelos no Brasil na segunda metade da década de 50


postado em 03/09/2006 10:42

Detalhe interessante do DKW-Vemag são as portas que se abrem no sentido contrário e modelo passou por mudanças, ganhando o puleirinho no pára-choque.(foto: Fotos: Arquivo Editora Alaúde/Divulgação  31/8/06)
Detalhe interessante do DKW-Vemag são as portas que se abrem no sentido contrário e modelo passou por mudanças, ganhando o puleirinho no pára-choque. (foto: Fotos: Arquivo Editora Alaúde/Divulgação 31/8/06)
A coleção História sobre rodas, da Editora Alaúde, acaba de ganhar mais um volume que resgata a trajetória da indústria automobilística brasileira. Escrito por Paulo Cesar Sandler, o livro DKW - A grande história da pequena maravilha revela detalhes da marca alemã, que começou a produzir no Brasil em meados da década de 50. No primeiro livro da série foi abordada a história da Simca.

No livro, Paulo Sandler conta em detalhes toda a trajetória da DKW, da Alemanha ao Brasil, proporcionando ao leitor uma verdadeira viagem no tempo. Pioneira na indústria automobilística brasileira, a DKW, sigla para Das kleine wunder (a pequena maravilha), ficou conhecida por produzir veículos robustos, com portas que se abriam no sentido contrário. A linha de montagem foi inaugurada pelo presidente Juscelino Kubitschek.

No Brasil, a DKW fez parceria com a Vemag (Veículos e Máquinas Agrícolas S/A) para produzir seus modelos, equipados com pequeno motor tricilíndrico de dois tempos, de 900cm³ de cilindrada e 38cv de potência, de bom desempenho e baixo consumo de combustível. O primeiro carro da marca, a perua DKW-Vemag foi lançado em 1956. Era uma cópia do modelo alemão fabricado pelo grupo Auto Union.
Perua foi o primeiro carro da marca produzido no Brasil
Perua foi o primeiro carro da marca produzido no Brasil

Roda livre

Depois, em 1958, foi lançado o Belcar, primeiro automóvel da linha Vemaguet. Os dois carros de passeio tinham interessante sistema de roda livre, que consistia em um dispositivo em conexão com o câmbio. Quando acionado, impedia que o motor fosse impulsionado pelas rodas no momento da desaceleração. Em homenagem aos nordestinos, a DKW-Vemag apresentou em seguida o jipe Candango, com tração nas quatro rodas e reduzida, que não fez sucesso, devido ao apelo popular.

Os automóveis da marca foram os primeiros produzidos no Brasil a ter quatro marchas sincronizadas. Em 1964, a montadora introduziu a série 1001, com modificações na abertura das portas e acabamento. Foram lançados ainda a Vemaguet Pracinha e Caiçara, versões simplificadas da perua, o DKW-Fissore e o DKW Malzoni.

Paulo Sandler lembra no livro que a equipe DKW-Vemag com seus Ases do volante, fez relativo sucesso nas pistas, vencendo várias competições. O ronco do motor dos modelos da marca nas corridas era música para os ouvidos dos aficionados. O livro de capa dura e 384 páginas tem 650 fotos, muitas inéditas, que ilustram a chegada do primeiro carro brasileiro às ruas.

O autor é um paulista apaixonado por automóveis, que, na década de 1960, escrevia uma coluna semanal, denominada Folhinha Automobilística, na Folhinha de São Paulo, suplemento infanto-juvenil da Folha da Manhã. O livro está sendo vendido por R$ 120.

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