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Estado de Minas

Inspirado nas formas da arraia

Chevrolet Corvette teve modificações significativas em 1963, e o novo modelo, denominado Sting Ray, passa a ser equipado com faróis escamoteáveis elétricos


postado em 08/09/2006 22:21

Formas arredondadas deram lugar a linhas mais retas e vincos, proporcionando ao conversível aspecto moderno e aerodinâmico, valorizando o estilo esportivo. Já a traseira tem pequenas lanternas redondas,com saídas de escapamento e tanque na parte superior.(foto: Fotos: Marlos Ney Vidal/EM - 7/8/06)
Formas arredondadas deram lugar a linhas mais retas e vincos, proporcionando ao conversível aspecto moderno e aerodinâmico, valorizando o estilo esportivo. Já a traseira tem pequenas lanternas redondas,com saídas de escapamento e tanque na parte superior. (foto: Fotos: Marlos Ney Vidal/EM - 7/8/06)
Para fugir do estilo convencional de seus automóveis de grandes dimensões, a General Motors passou alguns anos tentando projetar um carro que se aproximasse dos autênticos esportivos europeus. Valeu a pena o esforço, pois, em 1953, a montadora americana apresentou o Corvette, modelo que rapidamente se transformou em mito na história da indústria automobilística e símbolo dos Estados Unidos.

Com carroceria feita em fibra de vidro, os primeiros modelos tinham formas curvas, faróis redondos e ampla grade cromada. O conversível Corvette era equipado com motor seis cilindros em linha de 150cv de potência. Com o passar dos anos, a carroceria foi modificada e, em 1960, ganhou faróis duplos redondos e faixas nas laterais, onde havia entradas de ar. No ano seguinte, a traseira foi alterada, ganhando formas retilíneas com quatro lanternas, estilo que lhe rendeu o apelido de Duck-tail ou rabo de pato.

Mas as mudanças mais significativas ocorreram em 1963, quando a GM lançou o Corvette Sting Ray, com desenho inspirado nas formas de uma arraia. A frente passou a ter linhas mais retas e faróis escamoteáveis que são acionados por comando elétrico. Na traseira, pequenas lanternas redondas e uma saída de escapamento de cada lado. Um colecionador de antigos de Belo Horizonte tem em seu acervo um Corvette Sting Ray, de 1964, que foi restaurado durante dois anos e oito meses, com retoques na carroceria de fibra e reparos na suspensão. O interior também ganhou revestimento novo, com couro vermelho no painel, bancos e painéis de portas.
Comando elétrico abre os faróis. Já o interior tem revestimento em couro vermelho, painel com instrumentos redondos e volante fino. Motor é o original 327 de 365 cv.
Comando elétrico abre os faróis. Já o interior tem revestimento em couro vermelho, painel com instrumentos redondos e volante fino. Motor é o original 327 de 365 cv.

Cavalaria

O motor é o original 327, um V8 de 365hp, quadrijet, que proporciona desempenho excepcional ao esportivo. Mas não poderia ser diferente, pois, com toda essa cavalaria e pouco peso, o carro tem que ser muito rápido. E não é só isso. O ronco do motor também chama a atenção e, para muitos, soa como uma verdadeira sinfonia. O câmbio é manual de quatro marchas, mas na época havia ainda a opção de transmissão automática de três velocidades.

O painel se destaca no interior e valoriza as características esportivas do modelo. Todo revestido em couro vermelho, tem dois arcos nas extremidades, um abrigando o porta-luvas, e outro, os instrumentos (velocímetro, conta-giros, amperímetro, pressão do óleo e nível de combustível). O volante de aro de madeira fino e três raios é típico dos anos 60.

O conversível tem capota de lona preta, que, ao ser recolhida, fica escondida em compartimento atrás dos bancos. Mas há também outra capota de fibra, pintada na mesma cor da carroceria. O carro não tem porta-malas e o tanque de combustível de 75 litros ocupa o lugar dele. Detalhe interessante é a tampa do tanque, que lembra a dos carros de competição.

O dono do Corvette lembra que até 1964 o modelo era equipado com pneus diagonais, substituídos pelos radiais, no ano seguinte. As calotas são de aço inox e têm no centro as tradicionais bandeirinhas quadriculadas, símbolo da marca. O colecionador não esconde a admiração que tem pelo Sting Ray e revela que já acelerou até os 160km/h, sentindo parte da potência do motor.

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