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Estado de Minas

Charuto alemão

Considerado o último modelo clássico da Mercedes-Benz, o elegante cupê 280 SE ganhou apelido no Brasil por suas dimensões avantajadas e formas arredondadas


postado em 22/09/2006 23:01

Ampla grade dianteira e faróis de forma oval são características marcantes do modelo, que teve significativa importância na história da montadora alemã e hoje é cobiçado por colecionadores de antigos(foto: Marlos Ney Vidal/EM - 7/8/06)
Ampla grade dianteira e faróis de forma oval são características marcantes do modelo, que teve significativa importância na história da montadora alemã e hoje é cobiçado por colecionadores de antigos (foto: Marlos Ney Vidal/EM - 7/8/06)
No início da década de 60, a Mercedes-Benz lançou o modelo SE de linhas clássicas, que era oferecido nas carrocerias sedã quatro portas, cupê duas portas e conversível. Os carros eram equipados com três opções de motores: 220, 250 e 280, sempre seis cilindros com injeção mecânica direta. Eram automóveis sofisticados que chamavam a atenção pelo acabamento luxuoso e pelas belas formas. Nos dois últimos anos de produção do SE, 1970 e 1971, a Mercedes-Benz fez uma série especial limitada em 1.200 unidades, todos equipados com motor V8 de 3.5 litros.

Um colecionador de antigos de Belo Horizonte tem em seu acervo impecável cupê de duas portas 280 SE, de 1969. O carro realmente tem carroceria mais comprida e formas arredondadas, características que o fizeram ficar conhecido no Brasil como Mercedes Charuto. Na frente, chamam a atenção os grandes faróis de forma ovalada e a ampla grade cromada. As laterais são lisas e o vidro traseiro curvo contribui para a boa visibilidade. As pequenas lanternas traseiras retangulares formam um conjunto discreto com o pára-choque cromado.
Na traseira, destaque é o vidro curvo, que contribui para boa visibilidade. Painel tem acabamento em mandeira e forração de couro, mas voltante não é original. Já o motor seis cilindros 2.8 tem injeção direta e 170 cv
Na traseira, destaque é o vidro curvo, que contribui para boa visibilidade. Painel tem acabamento em mandeira e forração de couro, mas voltante não é original. Já o motor seis cilindros 2.8 tem injeção direta e 170 cv

Madeira e couro

O colecionador lembra que o 280 SE foi o último modelo de linhas clássicas produzido pela Mercedes-Benz no final da década de 60. Em relação ao sedã de quatro portas, com discreta traseira rabo-de-peixe, o cupê de duas portas se diferencia pelos pára-lamas traseiros mais arredondados. A sofisticação pode ser percebida logo que se abre a porta do carro. O painel tem acabamento em madeira e couro, mesmo material usado na forração dos bancos. Atrás do grande volante, dois instrumentos circulares (conta-giros e velocímetro) e no meio um visor retangular com mostradores de nível do tanque de combustível, pressão do óleo e temperatura do motor.

O interior é espaçoso e confortável, tanto para quem vai nos bancos dianteiros como no traseiro. O porta-malas tem volume de fazer inveja em muitos modelos modernos. Outro detalhe interessante no carro são as calotas cromadas com a estrela de três pontas centralizada.

O motor de 2.800cm³ de cilindrada desenvolve cerca de 170cv de potência máxima, garantindo bom desempenho ao cupê. O câmbio é de quatro marchas com alavanca no assoalho, mas, na época, a Mercedes-Benz oferecia a transmissão automática como opção. O carro tinha direção hidráulica e ar-condicionado como itens de série e entre os opcionais, vidros com comandos elétricos e teto solar. Era um automóvel sofisticado para a época, bem à altura do padrão de qualidade Mercedes-Benz.

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