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Estado de Minas

Conversível cheio de charme

Para suceder ao esportivo 300 SL, Mercedes-Benz lançou em março de 1963 modelo que ficou conhecido como Pagoda, devido ao teto que lembra construção chinesa


postado em 27/10/2006 23:29

Modelo Pagoda 280 SL, de 1970, tem linhas elegantes e esportivas, com superfícies planas e discretos vincos no capô e nas laterais(foto: Fotos: Marlos Ney Vidal/EM)
Modelo Pagoda 280 SL, de 1970, tem linhas elegantes e esportivas, com superfícies planas e discretos vincos no capô e nas laterais (foto: Fotos: Marlos Ney Vidal/EM)
No início da década de 1960, os engenheiros da Mercedes-Benz foram incumbidos de projetar um novo modelo para substituir o esportivo legendário 300 SL, versão roadster da Asa de Gaivota. E eles conseguiram fazer um carro moderno para a época, que tinha entre suas principais características o amplo espaço interno (embora fosse um dois lugares), conforto e belo design. O resultado foi apresentado em março de 1963, no Salão do Automóvel de Genebra, na Suíça. Era o 230 SL, um cupê com teto rígido removível, que se transformava em conversível, com motor de 150 cv de potência e torque de 20 kgfm.

E foi exatamente devido a esse teto rígido que o modelo ficou conhecido como Pagoda. A explicação é simples: o teto tinha um ligeiro afundamento na parte central, lembrando os telhados de construções chinesas chamadas de pagodes. O modelo tem um belo desenho, com superfícies planas e discretos vincos no capô e nas laterais. Os pára-lamas abaulados acompanham o desenho dos faróis ovais. A frente longa é proporcional à traseira de linhas mais retas, ornamentada por pequenas lanternas horizontais e pára-choque cromado em duas peças.

Em fevereiro de 1967, a Mercedes-Benz lançou o 250 SL, com motor de 150 cv e 22 kgfm de torque, mas essa versão ficou pouco mais de um ano no mercado, até que a Mercedes-Benz optou por dar um upgrade significativo no modelo. A Pagoda, então, ganhou a versão 280 SL, com motor de 170 cv e 24,5 kgfm de torque, que garantia uma performance esportiva, compatível com o estilo do carro. Quando a produção da Pagoda foi interrompida, em março de 1971, a Mercedes-Benz havia comercializado 48.912 unidades do modelo.
Com teto rígido removido, essa Mercedes se transforma em um autêntico conversível. Volante tem dois raios e aro de metal para buzina e instrumentos são circulares. Já o teto rígido tem discreta depressão na parte central, semelhante aos pagodes chineses
Com teto rígido removido, essa Mercedes se transforma em um autêntico conversível. Volante tem dois raios e aro de metal para buzina e instrumentos são circulares. Já o teto rígido tem discreta depressão na parte central, semelhante aos pagodes chineses

Coleção

Uma dessas unidades, do 280 SL de 1970, faz parte do acervo de um colecionador de antigos de Belo Horizonte. O dono do carro relembra a história do modelo e conta que o designer italiano Pininfarina fez três unidades especiais da Pagoda, transformando-a em um legítimo cupê.

Ele destaca no carro o robusto motor seis cilindros 2.8 litros, com injeção mecânica direta. O câmbio é de quatro marchas, com alavanca no assoalho, mas, na época, eram oferecidas ainda as opções de transmissão manual de cinco velocidades e automática de três. O colecionador afirma que o carro anda bem e faz curvas com total segurança, e para segurá-lo, freios a disco nas quatro rodas.

O teto rígido é facilmente removível e sem ele o carro se transforma em um autêntico conversível. Para o caso de uma emergência, como uma chuva repentina, o modelo tem uma capota de lona que fica providencialmente escondida atrás dos bancos. O carro tem interior com acabamento sofisticado, com assentos confortáveis, parecidos com poltronas. No painel, um belo volante de dois raios e instrumentos redondos separados por um visor retangular. Tudo em seu devido lugar, no mais puro estilo Mercedes-Benz.

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