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Estado de Minas

Clássicos - Adrenalina com naftalina

Mostra de carros de competição traça panorama da história das corridas de rua e do Autódromo de Interlagos. Modelos de diversas marcas e épocas serão exibidos


postado em 16/01/2007 23:40

Baratinha e Fusca Fittipaldi(foto: Fotos: Grupo Casa/Divulgação)
Baratinha e Fusca Fittipaldi (foto: Fotos: Grupo Casa/Divulgação)
Marcas de bebidas, telefones, pneus e produtos diversos se embolam na carroceria dos carros de Fórmula-1 e deixam claro que, antes de tudo, as corridas são um grande negócio. A gênese da paixão nacional por esse lucrativo esporte poderá ser vista de 25 a 28 no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, onde acontece pela primeira vez a mostra Clássicos de Competição. Aliada às comemorações do aniversário da capital paulista, a mostra traça um panorama dos veículos que rivalizaram nas pistas e ruas brasileiras de 1930 até o início da década de 90. A primeira década é considerada o período A.I, ou seja, Antes de Interlagos, quando as corridas eram disputadas no Circuito dos Jardins, na capital Paulista e os automóveis clássicos do automobilismo mundial do naipe de Ferrari, Maserati, Alfa Romeo e Bugatti aportavam no país graças a fortuna dos barões do café, os primeiros mecenas da velocidade.

O curador da mostra, Antônio Carlos Oliveira, explica que o objetivo foi promover um evento cultural voltado principalmente para a história de São Paulo. Toninho, como é conhecido, ressalta, entretanto, que bólidos que fizeram sucesso nos circuitos da Gávea, no Rio de Janeiro, e em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, também serão expostos. Do Rio veio o Allard, que participou da prova de 1952. Equipado com motor Cadillac de quatro carburadores rendia mais de 200 cv de potência e atingia quase 200 km/h. Réplicas das Carreteras, como a que o piloto Camilo Cristófaro bateu o recorde de velocidade da Marginal Pinheiros, chegando a 236,73 km/h, também serão exibidas.
Maverick e Opala
Maverick e Opala

Com a inauguração do autódromo em 1940, o profissionalismo cresceu, mas a euforia diminuiu com a proibição de usar gasolina durante a Segunda Guerra Mundial, o que levou ao desenvolvimento do gasogênio. Um dos que participaram do desenvolvimento foi Nicola Losacco, avô do bicampeão da atual Stock Car, Giuliano Losacco. A proibição rendeu até uma disputa da prosaica Prova do Gasogênio. Depois da guerra, veio a recuperação e a década de 60 ficou conhecida como a época de ouro, quando foram criadas as primeiras grandes equipes, como Simca, Vemag e Willys, ocasião em que os fabricantes atinaram para a importância da velocidade como negócio e vice-versa. Vários modelos de competição dessa época estarão expostos na mostra: a Berlineta Interlagos, o Malzoni GT com motor DKW, Karmann-Ghia Porsche, Ferrari Testarossa 1958 e GTO 1956, Mercedes-Benz 300 Asa de Gaivota 1957, Alfa Romeo 1750 6C 1934, Biposto Amilcar 1927 e o Ryler Treen 1930.

F-1 O ápice da mostra, porém, é quando o cheiro de gasolina e o ronco do motor do Fitti I inebriar os sentidos dos presentes. O Fitti I é o primeiro carro do hemisfério Sul a disputar uma corrida de F-1. Desenvolvido pela equipe Copersucar, que competiu de 1975 até 1982, dos irmãos Emerson e Wilson Fitipaldi. Wilson irá pilotá-lo por algumas voltas na pista de Interlagos. Além dos clássicos, o público poderá assistir palestras, filmes sobre corridas, brincar de autorama e até participar de provas de regularidade na pista de Interlagos.

SERVIÇO

Data: 25 a 28 de janeiro
Local: Autódromo de Interlagos
Horário: das 10h às 20h
Ingressos: Adultos (R$ 30), estudantes e crianças até 13 anos (R$ 15) à
site da Clássicos de Competição.

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