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Estado de Minas

Feita para acelerar

Ferrari 365 GTB4 Daytona, lançada no fim da década de 60, tem poderoso motor V12 dianteiro de 352 cv de potência e desenho aerodinâmico que expõe sua esportividade


postado em 30/03/2007 00:19

Frente alongada abriga motor de 4.390cm³ de cilindrada, que responde com rapidez aos comandos do piloto, proporcionando desempenho de autêntico esportivo(foto: Fotos: Jair Amaral/EM - 15/3/07)
Frente alongada abriga motor de 4.390cm³ de cilindrada, que responde com rapidez aos comandos do piloto, proporcionando desempenho de autêntico esportivo (foto: Fotos: Jair Amaral/EM - 15/3/07)
No Salão de Paris de 1968, a Ferrari apresentou um modelo que se tornaria um dos ícones da marca. Com desenho de Pininfarina, a Gran Turismo 365 GTB4 Daytona tinha estilo semelhante ao de um Lamborghini. O nome Daytona foi dado em homenagem às vitórias do modelo 330P4 nas 24 Horas de Daytona. O 365 GTB4 foi produzido de 1969 a 1973.

O esportivo de dois lugares tem belas linhas aerodinâmicas, com a frente longa e baixa. No capô, duas saídas de ar quente para ajudar a refrigerar o imenso motor V12 de 4.390 cm³ de cilindrada e 352 cv de potência. São exatos 365 cm³ por cilindro, número que compõe o nome do modelo. Os faróis escamoteáveis formam um conjunto de linhas retas com as grandes lanternas que invadem as laterais.. Um pouco mais abaixo, discreta grade, com barras paralelas do tipo grelha, serve de moldura para o pára-choque cromado dividido em duas peças.
Painel tem mostradores concentrados à frente do motorista e volante com aro fino. Na traseira, saídas duplas do escapamento liberam o inconfundível som do motor. Modelo tem rodas raiadas com cubo rápido. Faróis escamoteáveis mudam a frente
Painel tem mostradores concentrados à frente do motorista e volante com aro fino. Na traseira, saídas duplas do escapamento liberam o inconfundível som do motor. Modelo tem rodas raiadas com cubo rápido. Faróis escamoteáveis mudam a frente

Vista de lado, a Ferrari Daytona expõe sua esportividade com linhas explicitamente aerodinâmicas. Do capô em forma de cunha segue uma linha que se estende até o pára-brisa, que tem forte inclinação. Depois dele, a mesma linha entra na descendente e chega suavemente à traseira, que tem discretas lanternas redondas, pára-choque cromado em duas peças e saídas duplas de escapamento. Para compor o visual esportivo, grandes rodas raiadas de cubo rápido, em que há apenas um parafuso central, com pneus 215/70 R15.

No interior, bancos tipo concha revestidos com couro preto e painel com todos os instrumentos necessários. O volante de três raios tem no centro o imponente cavalinho rampante, símbolo da marca de Maranello. O câmbio manual de cinco marchas está instalado no console e a transmissão fica atrás do diferencial traseiro.

Mas para entender por que a Ferrari 365 GTB4 Daytona fez tanto sucesso no início da década de 70, se destacando em competições, é preciso ver o modelo de perto e sentir a vibração de seu poderoso motor V12. Veículos teve esse prazer. Um colecionador de antigos tem um belo exemplar do modelo, ano 1971, que preserva todas as características originais.

Na pista do Mega Space, em Santa Luzia, Região Metropolitana, aceleramos o bólido e não há como não ficar entorpecido pelo belo ronco do motor. Apesar de seus 36 anos, o esportivo ainda responde prontamente às ordens transmitidas pelo acelerador. É um carro bravo e firme como um kart, que encara curvas com total desenvoltura. O câmbio duro e seco exige atenção do motorista, acostumado com as mordomias dos carros modernos. O modelo pode chegar aos 280 km/h e acelera de 0 a 100 km/h em 5,4 segundos, mas falta espaço para levar a máquina ao seu limite.

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