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Estado de Minas

Pequena história de Henry

Sessenta anos depois da morte do patriarca da Ford, colecionador relembra trajetória da marca


postado em 24/04/2007 20:39

Modelo T inaugurou sistema de linha de produção, em 1913, e era o carro mais acessível. Modelo A ficou conhecido por ter o banco da sogra e o oval azul como logotipo da Ford. Sedã Galaxie Starliner era visto como automóvel preferido pelos gângsters(foto: Fotos: Marlos Ney Vidal/EM - 17/4/07)
Modelo T inaugurou sistema de linha de produção, em 1913, e era o carro mais acessível. Modelo A ficou conhecido por ter o banco da sogra e o oval azul como logotipo da Ford. Sedã Galaxie Starliner era visto como automóvel preferido pelos gângsters (foto: Fotos: Marlos Ney Vidal/EM - 17/4/07)
O colecionador José Luís Catanhêde precisou de menos de um ano para conhecer parte da história da Ford, que está completando 101 anos. Em setembro do ano passado, ele iniciou uma coleção de miniaturas da marca, que já conta - até terça-feira, quando adquiriu as duas últimas - com 136 unidades. Distante da realidade pomposa dos museus e carros antigos de luxo, José Luís prova que é possível preservar a memória, sem gastar fortunas, apenas com pesquisa e dedicação.

Na sua lembrança, há uma fotografia, de 1965, quando tinha 4 anos, na qual um Ford Cupê 1949 compõe o cenário. "Aquela foto sempre chamou minha atenção", conta o maranhense, que se mudou para Belo Horizonte ainda criança. O primeiro carro foi um Ford Ka 1998 e o atual é um Fiesta, que ganhou até um adesivo de Henry, em homenagem a Henry Ford, criador da marca que ele tanto admira. No início deste mês fez 60 anos da morte de Ford.
Thunderbird réplica de carro-madrinha da 500 Milhas. Caminhão Ford Coe modificado no estilo hot rod. José Luis confere miniatura do Ford Ka com uma lupa, observando todos os detalhes
Thunderbird réplica de carro-madrinha da 500 Milhas. Caminhão Ford Coe modificado no estilo hot rod. José Luis confere miniatura do Ford Ka com uma lupa, observando todos os detalhes

Sonhos
Na estante da sala do apartamento de José Luís estão as miniaturas que ocupam sua mente e alimentam seus sonhos: conhecer o museu da marca em Detroit, nos EUA, e ter um Ford Deuce coupê, de preferência hot. Enquanto não os realiza, tira as miniaturas da estante e conta um pouco da história, iniciada por Henry Ford.

O modelo T, de 1913, que inaugurou o sistema de linha de produção, o chamado fordismo, é destacado pelo logotipo, que ainda era a assinatura de Henry Ford. O novo sistema tornou o carro acessível a uma parcela maior da população. Já o modelo A, de 1931, que ficou famoso pelo banco da sogra (instalado no local do porta-malas), foi o sucessor do T e tinha o oval azul como logotipo.

Outra fase da Ford, da década de 60, também está bem representada na estante da casa do Bairro Sagrada Família. O sedã Galaxie Starliner tem o interior rosa e o retrovisor decorado com uma caveira, o que o caracterizava como um automóvel de gângster. O conversível Ford Thunderbird, de 1963, é uma réplica do carro madrinha das 500 Milhas de Nascar ,de 1961. Outro destaque da coleção é um caminhão Ford Coe, de 1947, modificado com linhas no estilo hot rod.

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