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Estado de Minas

Frango assado

O nome oficial é Henry J. mas, no Brasil, modelo ficou mais conhecido pelo apelido motivado pelo design da traseira, perfeita imagem do peito do galináceo e de suas coxas


postado em 12/05/2007 16:56

Com desiign agressivo para a época, carro era a antítese dos anseios do consumidor norte-americano(foto: Fotos: Boris Feldman/Especial para o EM - 11/5/07)
Com desiign agressivo para a época, carro era a antítese dos anseios do consumidor norte-americano (foto: Fotos: Boris Feldman/Especial para o EM - 11/5/07)
Henry John Kaiser e Joseph Washington Frazer se associaram logo depois da Segunda Guerra Mundial para fundar, em 1946, a Kaiser-Frazer, fábrica norte-americana de automóveis. Henry construía navios durante o conflito e Frazer era sócio da Willys Overland e da Graham-Paige.


Até 1951, a fábrica produziu dois modelos: os luxuosos Frazer e os Kaiser, mais simples. A empresa não tinha capital suficiente para enfrentar as grandes marcas norte-americanas e Frazer saiu da sociedade em 1950.
Desenho da traseira justifica apelido do modelo lançado em 1951, nos Estado Unidos. Interior tem acabamento muito simples e preserva originalidade. Motor Willys de seis cilindros desenvolve 80 cv de potência
Desenho da traseira justifica apelido do modelo lançado em 1951, nos Estado Unidos. Interior tem acabamento muito simples e preserva originalidade. Motor Willys de seis cilindros desenvolve 80 cv de potência

Em 1951, foi lançado um novo modelo, o Henry J. Com design agressivo, leve, simples, barato e mais acessível, o carro foi ao encontro dos anseios do consumidor norte-americano, que queria luxo e sofisticação. Era equipado com dois motores, um de quatro cilindros de 65hp e outro de seis cilindros de 80hp. Além do acabamento muito pobre, o carro pecava ainda por ter apenas a carroceria de duas portas, num mercado que praticamente exigia a de quatro. Seu consumo era o menor entre todos os modelos norte-americanos, pois o Henry j. pesava apenas mil quilos, mas numa época de gasolina barata, quando o consumidor não se importava com os modelos "beberrões".

A rede de magazines Sears Roebuck decidiu adotar o Henry J com sua própria marca (Allstate) e contribuiu para engrossar as vendas de 80 mil unidades no ano do lançamento. Mas esse número foi declinando rapidamente e a fábrica estava à beira da falência em 1954, quando se associou com a Willys-Overland, surgindo então a Kaiser-Willys Sales Corporation. Um novo modelo esportivo, de fibra, não foi também sucesso de mercado e a empresa fechou as portas em 1955. Esse último automóvel ainda foi produzido por sete anos, na Argentina.

O colecionador mineiro Elísio Lopes é proprietário de um Henry J há mais de 30 anos, mas decidiu restaurá-lo recentemente, mantendo sua originalidade em todos os detalhes. Até o rádio instalado sob o painel era um acessório original de época.

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