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Estado de Minas

Atração histórica

Modelo conversível construído sobre chassi Bugatti Tipo 57 atrai colecionadores por ser um dos três exemplares remanescentes e ter toda a sua história documentada


postado em 22/06/2007 23:56

Belo automóvel foi construído em 1938. com carroceria Gangloff: depois de passar por processo de restauração, recuperou características originais(foto: Fotos: Gooding & Company/Reprodução)
Belo automóvel foi construído em 1938. com carroceria Gangloff: depois de passar por processo de restauração, recuperou características originais (foto: Fotos: Gooding & Company/Reprodução)
Lançado em 1934, o Bugatti Tipo 57 se tornou o carro de maior sucesso da marca francesa. Mesmo assim, foram construídas apenas 739 unidades até o fim da produção, no início da Segunda Guerra Mundial. Um número tão limitado dá uma idéia do nível de exclusividade dos Bugatti e ajuda a explicar os altos valores dos veículos para colecionadores.

O Tipo 57 também é o veículo que mais foi influenciado por Jean Bugatti, filho de Ettore, e herdeiro da marca. Jean foi responsável pelo estilo de diversas variantes do modelo, entre elas o sedã Gabilier, o duas portas Ventoux e o cupê Atlantic. Como era costume para carro de luxo na época, a requintada lataria era feita pelos encarroçadores, profissionais especializados em moldar e construir as chapas de forma artesanal.
Foram feitas apenas quatro unidades do conversível, uma leiloada por cerca de R$ 3 milhões. Interior sofisticado para a época revela cuidados na produção
Foram feitas apenas quatro unidades do conversível, uma leiloada por cerca de R$ 3 milhões. Interior sofisticado para a época revela cuidados na produção

Mas, de todas as versões desenhadas por Jean, uma das mais belas e refinadas era a conversível Aravis, feita a partir de 1937, sobre uma plataforma Tipo 57C, evolução do projeto original com chassis mais pesado, novo suporte de motor e ajustes nas câmaras de combustão e desenho das válvulas de admissão e escape. Jean Bugatti morreu em um acidente de carro, em 1939, o que torna os modelos que desenhou ainda mais cobiçados no mercado de clássicos.

Apenas quatro unidades do conversível Aravis foram produzidas, uma das quais foi a leilão na última edição do Pebble Beach Concours dElegance, com estimativa de venda entre US$ 1,5 milhão a US$ 1,8 milhão (aproximadamente de R$ 2,87 milhões a R$ 3,44 milhões). O modelo foi construído em 1938, com carroceria Gangloff da cidade de Colmar, próxima à fábrica da Bugatti, em Molsheim. O veículo se destaca por ter toda a sua história conhecida e documentada.

Depois de passar pelas mãos de colecionadores franceses e norte-americanos, foi submetido a um cuidadoso processo de restauração que, além de recuperar exterior e equipamentos, acrescentou um compressor volumétrico que segue as especificações originais Bugatti.

O veículo é equipado com um V8 3.3 litros de 220 cv. Entre os requintes mecânicos estão o câmbio de quatro velocidades, comando de válvulas no cabeçote e freios hidráulicos nas quatro rodas. Aliás, um dos poucos Bugattis com o equipamento, já que, assim como Henry Ford, Ettore Bugatti era relutante em adotá-los.

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