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Estado de Minas

Viagem no tempo

Centro Histórico Fiat, em Turim, preserva alguns modelos raros que ajudam a contar trajetória da montadora italiana, que fez 108 anos


postado em 15/07/2007 15:00

Carro de formas aerodinâmicas, feito para bater recordes de velocidade, e um Fiat Rally de 1972(foto: Fotos: Enio Greco/Especial para o EM - 6/7/07)
Carro de formas aerodinâmicas, feito para bater recordes de velocidade, e um Fiat Rally de 1972 (foto: Fotos: Enio Greco/Especial para o EM - 6/7/07)
Turim (Itália) - Na Europa, as grandes montadoras têm uma explícita preocupação com a preservação de suas histórias. Por esse motivo, muitas delas não poupam euros na montagem de belos museus, que guardam relíquias que mostram a evolução da indústria automobilística mundial. Pena que essa prática não seja aplicada pelas montadoras instaladas no Brasil, que muitas vezes têm seu precioso acervo consumido pelo tempo, pó e ferrugem.

Mas, na bela cidade de Turim, a Fiat dá um exemplo de que não é preciso gastar quantias fabulosas para preservar a história. Em um charmoso prédio em Corso Dante, onde funcionou a primeira fábrica da marca italiana, foi fundado, em 1963, o Centro Histórico Fiat. O estabelecimento tem como responsável o entusiasta e apaixonado por automóveis Michele Lucente, que tem toda a paciência do mundo para explicar os detalhes de cada uma das peças do museu. São 80 carros, além de miniaturas e reprodução do escritório do engenheiro Dante Giacosa, que projetou o Topolino.

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Versão torpedo do primeiro modelo da marca italiana produzido em série no fim do século 19. Molde em madeira do Fiat 500 é uma das atrações da mostra
Versão torpedo do primeiro modelo da marca italiana produzido em série no fim do século 19. Molde em madeira do Fiat 500 é uma das atrações da mostra

Durante o lançamento do novo Fiat 500, na semana passada, a montadora abriu seu Centro Histórico, que preserva raridades, que vão desde o primeiro modelo da marca produzido em série a aviões e geladeiras. É isso mesmo! Houve um período em sua história em que a Fiat produziu geladeiras e máquinas de lavar roupas. Logo na entrada do museu, o visitante vê o contraste entre passado e presente: de um lado, um dos primeiros modelos feitos na fábrica, do outro, o novo Bravo, de linhas modernas.

Entre as raridades está o Fiat 0, primeiro carro produzido em série pela montadora italiana, na versão Torpedo. Chamam a atenção também o modelo Balilla de 1934, um trator e um caminhão de 1914 (do período da Primeira Guerra Mundial) e um carro de recordes de velocidade desenhado pelo designer Bertone.

O visitante pode ver ainda o Fiat 8V, o primeiro e único modelo da marca com motor de oito cilindros em V, com carroceria de fibra de vidro. O mais interessante é ver Michele Lucente entrar no carro, virar a chave e fazer o motor funcionar (na segunda tentativa), pisando fundo no acelerador. O cheiro de gasolina e o ruído do motor são detalhes que fascinam os aficionados. O Topolino que pertenceu a Giacosa também está no Centro Histórico e, bem próximo a ele, o interessante Fiat 1100 S, de carroceria de alumínio e formas aerodinâmicas, do qual foram produzidos 401 exemplares.

Há ainda uma reprodução da linha de montagem do Fiat 500, moldes do modelo feito em madeira, um exemplar da Multipla de 1956 (um dos primeiros monovolumes produzidos em série) e um Fiat Dino 124. Outra curiosidade, mas moderna, é a Multipla atual adaptada para uso na praia, feita especialmente para a familia Agnelli. No andar superior do Centro Histórico, um avião e várias miniaturas de outros. A Fiat produziu aviões a partir de 1908, mas depois passou a fornecer apenas os motores. Fez também propulsores marítimos e para usinas termoelétricas.

(*) Jornalista viajou a convite da Fiat Automóveis

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